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Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo


Dia 8 de agosto 20h30 – Tenda Literária

Mesa 4 – “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, com Mário Magalhães

A vida de Carlos Marighella (1911-69) foi tão frenética quanto surpreendente. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar - a Ação Libertadora Nacional -, esse mulato de Salvador era também um profícuo poeta, homem irreverente e brincalhão. Nesta biografia, o jornalista e escritor Mário Magalhães investiga as muitas facetas do biografado e apresenta uma narrativa repleta de revelações.

Em ritmo de thriller, reconstitui com realismo desconcertante passagens pela prisão, resistência à tortura, operações de espionagem na Guerra Fria e assaltos da guerrilha a bancos, carros-fortes e trem-pagador. Mário nasceu no Rio de Janeiro, em abril de 1964. Formou-se em jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou nos jornais Tribuna da Imprensa, O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, no qual foi repórter especial, colunista e ombudsman. Recebeu cerca de vinte prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior, entre os quais o Every Human Has Rights Media Awards, o Prêmio Vladimir Herzog, o Prêmio Dom Hélder Câmara e o Prêmio Esso de Jornalismo.

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A Saga dos Lacerda: Do final do império a Era Vargas


Dia 8 de agosto 19h – Tenda Literária

Mesa 3 – “A Saga dos Lacerda: Do final do império a Era Vargas”
com Rodrigo Lacerda

Neto do político Carlos Lacerda, o escritor e historiador Rodrigo Lacerda falará sobre seu livro “República das Abelhas”, obra que descreve o percurso familiar de três gerações de políticos: do abolicionista Sebastião Lacerda; dos filhos Maurício, Fernando e Paulo; e do neto, Carlos Lacerda (seu avô). Considerado um dos políticos mais controversos da história do Brasil, Carlos Lacerda foi para uns o salvador da pátria, para outros, não passou de um reacionário feroz.

Pai, tios e avô tiveram participação igualmente decisiva nos principais lances da política brasileira, da Primeira República ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Uma saga familiar que se confunde com a própria saga brasileira, da cultura política do país, sobre os rumos que o país tomou e que influenciam nossa vida até hoje.

Rodrigo é formado em História pela USP. Seu primeiro livro, O mistério do Leão Rampante, foi publicado em 1995, pela Atelier Editorial. A obra foi uma das ganhadoras do Prêmio Jabuti em 1996, mesmo ano em que o autor lançou seu segundo romance, A Dinâmica das Larvas: Comédia Trágico-Farsesca. Trabalhou na própria Nova Fronteira e também nas editoras Edusp, Nova Aguilar, Cosac & Naify, Mameluco Produções e Duetto, pela qual editou a coleção Deuses da Mitologia.

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José Miguel Wisnik: toda a poesia mora em Paulo Leminski


Dia 7 de agosto 20h30 – Tenda Literária

Mesa 2 – “Toda a poesia mora em Paulo Leminski”, com José Miguel Wisnik

A poesia de Paulo Leminski revela uma síntese entre a coloquialidade e o rigor da construção formal, herdada da estética concretista. O humor está presente em boa parte de sua obra poética, assim como a influência melódica da canção popular e trocadilhos da cultura popular. Talvez isso possa explicar o sucesso que a poesia continue a fazer entre as novas gerações, mais de vinte anos após sua morte.

O Músico e ensaísta José Miguel Wisnik, convidado para compor a mesa sobre Leminski, abordou esse “fenômeno” sua coluna no jornal O Globo: “Um corpo estranho tem atravessado como um cometa a lista dos best-sellers nas últimas semanas: o volume “Toda poesia” de Paulo Leminski. Um catatau cor de laranja em meio aos não sei quantos tons de cinza, um quinau de poesia flanando distraidamente em meio à corrida dos mais vendidos, com um pique vencedor (estou brincando, aqui, com o título de um dos seus livros, o “Distraídos venceremos”). Como diz o poeta curitibano, a poesia é um inutensílio que não tem nenhuma outra justificativa que não seja a própria razão de ser da vida, e de fazer parte, como o orgasmo e a amizade, daquelas coisas que não precisam ter um porquê: pra que porquê?”.

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Jorge Mautner, o Filho do Holocausto


Dia 7 de agosto 19h – Tenda Literária

Mesa 1  “Jorge Mautner, o Filho do Holocausto”

O romance autobiográfico lançado em 2006, que resultou no filme dirigido por Heitor D'Alincourt, e Pedro Bial, é um dos temas dessa mesa. Cantor, compositor e escritor brasileiro. Filho de judeus, aprendeu a tocar violino aos cinco anos e, aos 15 escreveu seu primeiro livro, Deus da chuva e da morte. O livro foi publicado em 1962 (premiado com o Jabuti) e compõe, com Kaos (1964) e Narciso em tarde cinza (1966), a trilogia hoje conhecida como Mitologia do Kaos. Poeta maldito, escreveu ao todo 12 livros, além de seu trabalho na música: Após o golpe militar de 1964, é preso; mas logo liberado, sob a condição de se expressar mais "cuidadosamente". 

Em 1966, vai para os Estados Unidos, onde trabalha na Unesco e trabalha na tradução de livros brasileiros. Também dava palestras sobre esses livros para a Sociedade Interamericana de Literatura. A partir de 1967, passa a trabalhar como secretário do poeta Robert Lowell. Conhece Paul Goodman, sociólogo, poeta e militante pacifista anarquista da nova esquerda, de quem recebe significativa influência. Em 1970, vai para Londres, onde se aproxima de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Volta ao Brasil e começa a escrever no jornal O Pasquim. Conhece Nelson Jacobina, que será seu parceiro musical nas décadas seguintes. Em 1987 lança, com Gilberto Gil, o movimento "Figa Brasil" no show O Poeta e o Esfomeado, ligado ao movimento Kaos, voltado à discussão da cultura brasileira. Compôs algumas obras-primas da música brasileira, como Maracatu Atômico, Vampiro e Lágrimas Negras.

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