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[ENCERRADAS] Inscrições para: OFICINAS | BIBLIOSESC | CASA DAS PALAVRAS | EXIBIÇÃO DE FILMES

Faça sua inscrição e participe das atividades do Festival Literário da Pipa 2011.
Horários: manhã e tarde | Inscrições: individuais, escolas e em grupo.

PROGRAMAÇÃO:

DIAS 17, 18 e 19

CASA DAS PALAVRAS - Exposição virtual de fotografias | 20 vagas | Temas variados: Estradas pelo mundo, Sertão Oswaldiano, Cartas da Praia de Hélio Galvão, O olhar da gente, Interiores, Paisagens, Crepúsculos, Crenças | música e literatura | visita guiada ao quarto do escritor Hélio Galvão | Intervenção do artista Henrique Araújo

BIBLIOSESC – Caminhão Biblioteca | 10 vagas | turmas a cada 15 minutos | retirada de livros para leitura, saída de dez livros a cada 15 minutos.

EXIBIÇÃO DE FILMES | 50 vagas | Livre | Local: Educapipa

CONTAÇÕES DE HISTÓRIAS | 30 vagas | de 5 a 10 anos

OFICINA NARRATIVAS POÉTICAS: O EXPERIMENTO DA POESIA - Michelle Ferret | Local: Tenda dos escritores | 25 vagas | a partir de 12 anos | A oficina será uma junção de leituras e atividades, com uma dinâmica a partir das sensações: memória, mar, infância, fogo e sertão. A construção da poética parte do individual para o coletivo. (manhã)

DIA 17

OFICINA ILUSTRANDO UM LIVRO - Andrea Ebert | 15 vagas | Pré-requisito: conhecimento básico em informática/computação e habilidade para o desenho. (tarde)

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Confira a programação externa do Flipipa: BiblioSesc, Casa das Palavras e outrosfos

17 a 19 de NOVEMBRO
PROGRAMAÇÃO EXTERNA E PIPINHA LITERÁRIA

9h às 22h —  CASA DAS PALAVRAS
LOCAL: AO LADO DA TENDA DOS AUTORES

O Sertão Oswaldiano, por Ângela Almeida: exposição integra a Casa das Palavras
Espaço destinado às apresentações literárias, exibição de ensaios fotográficos,  arte urbana, instalação, intervenção, leituras, vídeos que dialogam com a literatura. Aberto a interessados mediante inscrição.
Intervenções: "Encher de vãs palavras muitas páginas..." por Henrique Araújo. Espaço Memória : Antônio Bento e Manoel Dantas;  Cartas da Praia de Hélio Galvão, por Candinha Bezerra, que reconstituirá um ambiente do escritor.

Palavras expressas em superfícies: A provocação é a escrita como metacódigo da imagem e a imagem como  metacódigo da escrita, assim serão exibidos ensaios fotográficos de temas variados porém na fronteira do dialético. É uma exposição virtual de ensaios autorais de fotografias e música.
Fotógrafos:  Hugo Macedo, Ricardo Junqueira, Tito Rosenberg, Candinha Bezerra, Raimundo Neto, Josuá Carlos, Ângela Almeida, Silvia Batistuzzo, Simone Sodré, Tássio Ribeiro.

Ponto de Memória: São Sebastião e Iemanjá, por Antônio Marques. Mais vídeos de Caritó (poeta, músico, escritor) e Carlos Gurgel ( poeta, escritor).


Instalação: CAranguejo, Cuidado (Candinha Bezerra)


14h às 22h — BIBLIOSESC
LOCAL: AO LADO DA TENDA DOS AUTORES

Caminhão do BiblioSesc será lançado no Estado durante do Flipipa
Poeta Michelle Ferret realiza oficina literária durante o dia, na Tenda dos Autores
Biblioteca Itinerante do SESC. Trata-se de uma biblioteca móvel, montada sobre um caminhão, abastecida com 3 mil livros. Os livros estarão disponíveis para leitura no local.

9h às 22h — ESPAÇO LIVRE: CAJUEIRO DA LEITURA
LOCAL: ÁREA EXTERNA DO FLIPIPA
Espaço Sesc de Leitura Livre. Exposição aberta de livros de diversos gêneros literários ao público participante, pendurados no cajueiro. Haverá esteiras, pufes e almofadas para a acomodação dos leitores.

9h às 12h - OFICINA LITERÁRIA
LOCAL: Tenda dos Autores.
Oficina literária: “Narrativas Poéticas: O Experimento da Poesia”. Autora: Michelle Ferret

14h às 22h – VARAL DAS NARRATIVAS
LOCAL: Ao lado da Casa das Palavras
Espaço onde estarão todas as produções  poéticas e literárias das oficinas, incluindo a de Michelle Ferret, serão exibidas a cada dia, numa espécie de varal. Poderá ser lido pelo público.
Contadores de histórias Humanescentes
9h às 12h - OFICINAS CATA-LENDAS
LOCAL: Escola Municipal Vicência Castelo
Projeto realizado por Graça Leal, UFRN e Flipipa procura unir inclusão social, literatura e memória através da captura de histórias, estórias, causos nas comunidades de Pipa e Tibau do Sul, a partir das memórias dos idosos dessas comunidades. Edição de livros no local. Participação: Professores/are-educadores da rede pública de Pipa e Tibau do Sul.

ESPAÇO SESC DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Local: Ao lado da BiblioSesc
Dias 17 e 18/NOVEMBRO  —  10h30 e 16h30
Realização de oficinas de contação de histórias, as quais retratam valores culturais e históricos locais. Leituras para crianças e jovens.

Grupo Estação de Teatro: Grupo que tem como objeto de pesquisa a narrativa oral em diálogo com a música e outros elementos cênicos.

Contadores de História Humanescentes: trabalha com contação de histórias, intercalando com cantigas de roda, brinquedos e brincadeiras infantis, danças folclóricas e poesia.

CINEMA E LITERATURA CINESESC
Local: EDUCAPIPA
Mostra de filmes que promove o diálogo da Literatura com a sétima arte, em documentários e ficções, curtas e longas-metragens. Acervo da Programadora/SESC.

DIA 17/11

A atriz Sabrina Greve é Biela no filme Uma vida em Segredo, de Suzana Amaral
O Grilo Feliz  – Sessão: 10h
Curtas Infantis 3 – Sessão:14h30
Uma vida em segredo – Sessão: 19h

DIA 18/11

Mia Couto, no filme Línguas: Vidas em Português
Curtas Infantis 4 – 10h
Cinema e Poesia – 14h30
Língua: vidas em Português – 19h

Dia 19/11

Só dez por cento é mentira: a desbiografia de Manoel de Barros, sessão das 19h
Curta Criança 2 – 10h
Vida de menina – 14h30
Só dez por cento é mentira: a “desbiografia” oficial de Manoel de Barros – 19h

LANÇAMENTOS LITERÁRIOS — TENDA DE AUTÓGRAFOS
LOCAL: Espaço da Cooperativa Cultural/UFRN e Editora Sebo Vemelho

DIA 17/NOV — Tenda de autógrafos

19h30 — Lançamento de Notas de Carregação,
De Oswaldo Lamartine de Faria, escritos organizados pelo autor
Edição do projeto Nação Potiguar

21h — Miguel Sousa Tavares

21h30 —  Arnaldo Antunes

Dia 18/ NOV — Tenda de Autógrafos

17h — Lançamentos da Cooperativa Cultural
*Ferreira Itajubá – Gracioso Ramalhete
Org Cláudio Galvão
*Poesia de Luís Carlos Guimarães
*A Biblioteca e Seis Habitantes (Américo de Oliveira Costa)

18h — Lançamento Sebo Vermelho
Poemas de Antônio Marinho (5ª edição)
Obra reunida do poeta da região, conhecido por Antônio Pequeno, 90 anos,
Com presença do autor

19h30 — Carlito Azevedo

20h00 — Diógenes da Cunha Lima

21h30 — Fernando Morais

DIA 19/NOV — Tenda de Autógrafos

18 h — Lançamento Sebo Vermelho
Breve Notícia Sobre a Província do Rio Grande (1ª História do Rio Grande do Norte). De Manoel Ferreira Nobre

19h — Lançamentos dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2010
Lançamento do romancista Arthur Martins Cecim ( Habeas Asas, Sertão do Céu) e da contista Luisa Geisler (Contos de Mentira), vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2010

21h — Davi Arrigucci

22h — Eucanaã Ferraz

23h — Rubens Figueiredo

FEIRA DE ARTESANATO – SETHAS
LOCAL: AV Baía dos Golfinhos

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Dia 17/NOV
Local: Pizzaria Calígula, av Baía dos Golfinhos, 757, Centro
Exposicão dos artistas plásticos chilenos Dante e Pablo, com o tema Mata,  mar e rio, óleo sobre tela, 19h.

DIA 18/NOV
19h
Lançamento de Oceano Primeiro, da escritora amazonense Regina Melo.
Oceano primeiro – Mar de leite, rio da criação” (Editora Nelpa). Segundo de uma trilogia iniciada há sete anos com “Ycamiabas – Filhas da Lua, mulheres da Terra” (Valer), o livro narra a história de um filósofo chamado Oannes que, após deixar a metrópole para viver em meio à natureza na Amazônia, mergulha na História geológica da Terra por meio de experiências místicas.

Show do trio Toca Jazz, 22h
LOCAL: Pizzaria Calígula, av Baía dos Golfinhos, 757, Centro

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Oswaldo Lamartine de Faria é celebrado em vários momentos no Flipipa

Sertanista e intelectual, o Lorde da Acauã será lembrando na mesa “A Literatura em Oswaldo Lamartine”, tendo como debatedores o médico e acadêmico Paulo Bezerra e o professor Edgar Dantas. Foto: Candinha Bezerra

Ele descreveu o sertão com um requinte literário e preciosidade linguística raramente vistos nos livros sobre a cultura sertaneja. E debruçou-se pelas matas, serras e várzeas, tratando de aspectos geográficos  e ecológicos com apuro técnico de estudioso e lirismo de poeta. Transformou linguagem, costumes, tradições e afazeres do cotidiano rural em literatura. Sua obra é hoje fonte de pesquisa para todos, de curiosos a cientistas. Esse é o seu legado.

O intelectual sertanista, agrônomo e escritor Oswaldo Lamartine de Faria (1919-2007), reconhecido o maior sertanista brasileiro por Raquel de Queiroz a Ariano Suassuna,  terá sua vida literária e suas paisagens evocadas durante o III Festival Literário da Pipa em quatro momentos distintos: na Mesa “A Literatura em Oswaldo Lamartine”, primeiro debate do Flipipa, dia 17, às 18h, com a participação do médico e escritor Paulo Bezerra (Balá) e do professor Edgar Dantas.

No documentário “Oswaldo Lamartine: O Príncipe do Sertão”, de Humberto Hermenegildo e Vilma Victor Cruz, exibido na quinta-feira à tarde, na sala audiovisual do EducaPipa. Através da instalação da artista plástica Ângela Almeida, intitulada “Sertão Oswaldiano”, que poderá ser visitada na Casa das Palavras. E por fim, no relançamento, via Projeto Nação Potiguar, do livro “Notas de Carregação”, crônicas que Oswaldo Lamartine publicou em vários jornais reunidas e organizadas pelo próprio Lamartine, com ilustrações do autor e capa do ilustrador peruano Percy Lau.

Para a artista plástica Ângela Almeida, o Oswaldo Lamartine evocado em seu trabalho não é o do escritor, mas o homem de estreitos laços com a paisagem sertaneja, aquilo que se confunde com a história das terras, dos homens e bichos. “Lanço-me numa tarefa mais simples: deslizar sobre a fragilidade dos laços humanos a procura de sentidos. Rastros porosos de vida, aquilo que fica das pessoas que passam. São também imaginários, esses com portas desusadas, míticas, festivas, encantadas”, escreveu ela. “Talvez seja apenas uma carta minha para Oswaldo, porém pode ser de todos os que nela se quiserem encontrar”.
   
O trabalho de Ângela poderá ser visitado durante todo o Festival Literário, na Casa das Palavras, espaço onde vão ocorrer apresentações literárias, exibição de ensaios fotográficos,  arte urbana, instalação, intervenção, vídeos, oralizações dos autores convidados.

Já o documentário "Oswaldo Lamartine: um príncipe do sertão",  foi realizado este ano e é resultado de uma parceria entre o Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses, TV Universitária e Secretaria de Educação à Distância da UFRN. Com direção de Vilma Vitor e roteiro de Humberto Hermenegildo, o documentário traz o escritor em vários momentos, relembrando suas memórias no campo, as artes que viu e registrou, aspectos geográficos da região, e histórias das pessoas que conviveram com ele por aquelas paragens.

A ideia do documentário partiu de uma entrevista realizada em 21 de julho de 2005 com Oswaldo Lamartine, pelos professores Hermenegildo e Vilma Vítor. A partir destas cenas, eles agregaram falas e informações sobre a obra do sertanista intelectual, colhendo depoimentos de pessoas que conviveram com ele, admiradores de sua obra, como o professor Edgar Dantas e o médico e acadêmico Paulo Bezerra, ambos convidados para compor a mesa sobre Oswaldo Lamartine na abertura do festival.

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Para celebrar o Dia D, Eucanaã Ferraz, David Arrigucci e mais 11 poetas leem "No meio do Caminho"

Festival Literário da Pipa homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade, cujo aniversário será dia 31 de outubro, com leituras de "No meio do Caminho"

Dia 31 de outubro é o lançamento do III Festival Literário da Pipa. É também o Dia D, data em que se comemora o aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Para marcar os 40 anos do poema "No meio do caminho", Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1967, o livro Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, no qual reuniu uma ampla seleção com o que foi dito sobre os famosos versos.

O Instituto Moreira Salles lançou em 2010 uma nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz.

O www.flipipa.org aproveita para compartilhar os festejos do Dia D com o vídeo produzido pelo IMS trazendo a leitura de "No meio do caminho" em vários idiomas, incluindo Eucanaã Ferraz e David Arrigucci Jr, ambos presenças confirmadas no FLIPIPA em novembro.

Vozes de: Eucanaã Ferraz (português), Heloisa Jahn (dinamarquês); Sidney Calheiros (latim); Davi Arrigucci Jr. (italiano); Jana Binder (alemão); Laura Hosiasson (espanhol); Pieter Tjabbes (holandês); Jean-Claude Bernardet (francês); Paulo Schiller e Mariana Schiller (húngaro); Yael Steiner (hebraico); Matthew Shirts (inglês); Carlos Papa (tupi).

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André Cerqueira comenta adaptação de Equador, obra de Miguel Sousa Tavares, autor que estará no Flipipa

Minissérie Equador, sucesso da televisão portuguesa adaptada da obra de Miguel Sousa Tavares, está sendo exibida no Brasil pela TV Brasil

Brasileiro com sotaque português, André Cerqueira coordenou todo o projeto de realização da série Equador, minissérie em capítulos exibida pela TV Brasil desde o dia 3 de outubro, e adaptada da obra do escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares . Bem humorado, o diretor concedeu uma entrevista ao site da TV Brasil. Na conversa, ele fala das aventuras que envolveram as gravações e de como a série foi pensada. Diretor geral da  produtora Plural, André já teve outras experiências no Brasil e, por isso mesmo, defendeu a dublagem de português de Portugal para ‘brasileiro’, afirmando ser necessária para a compreensão do público.

A série é baseada no livro homônimo do escritor português. Composta de 30 episódios repletos de romance, política, intrigas e imagens cinematográficas, a história foi rodada em cinco países, envolvendo 120 atores, quase 500 técnicos, milhares de figurantes e produzida pela TVI – Televisão Independente de Portugal.

Equador conta a história de Luís Bernardo, que é nomeado para o cargo de Governador Geral de São Tomé e Príncipe, na costa africana. Ele terá que mediar as relações entre os fazendeiros, acusados pela coroa britânica de praticar a escravidão, e o cônsul inglês David Lloyd Jameson. Essa relação se complica quando Luís Bernardo se apaixona pela mulher de David, Ann Rhys-More. Esse triângulo amoroso é o centro da trama que se passa na linda ilha equatoriana. A minissérie está sendo exibida de terça à quinta-feira, às 23h (22h no horário local), pela TV Brasil.


Como foi adaptar o livro Equador?

André Cerqueira: O Equador é um livro muito conhecido e muito vendido em Portugal. Esta era uma conversa antiga com o Miguel ( escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares) de transitar a obra para TV, já que muitos portugueses tinham o livro. Foi uma audácia. E coube a mim, como diretor, conseguir fazer. Minha pergunta era como conseguir ser fidedigno ao livro, já que as pessoas que leram teriam uma imagem dele na cabeça.

Quais foram as dificuldades que tiveram durante a gravação da série?

André Cerqueira: Todas. A série se passa em São Tomé e Príncipe e lá não existem nem cavalos mais. Os brancos em São Tomé são embaixadores e não tínhamos condições de fazer com que os embaixadores fossem figurantes. Inicialmente, quando começamos a fazer as contas do Equador descobrimos que gastaria mais para levar cavalos, figurantes e estrutura para o país do que com a gravação propriamente da série. Foi nossa grande preocupação. Começamos, então, a buscar outros lugares. Por indicação do Miguel Sousa Tavares, viemos gravar no Brasil. Para ele, existiam lugares no Brasil que eram iguais a São Tomé e Príncipe. Além, claro, da Índia que também foi muito complexo.

Pela cultura, gravar na Índia não é muito fácil. Nós pegamos tempestades de areia, tivemos aventuras que estão frescas na minha cabeça até hoje, e gravamos há dois anos. Tem uma história absurda de uma tempestade de areia na India, em Jankipur, na cidade azul, aonde estávamos filmando. Fomos com uma equipe inteira para o Aeroporto, pegar um avião que demorava uma hora e meia até Nova Deli. Dali nós voaríamos para Lisboa. Disseram que havia uma tempestade de areia e que o avião não iria pousar.

Nós dissemos, tudo bem. E quando vem o próximo? – Na semana que vem taí, responderam. Como semana que vem? Como a gente sai daqui? – Se vocês não se importarem em emprestar um ônibus, pedimos. E nos disseram que seria umas 12 horas. Só que não foram 12 horas como num ônibus no Brasil. Foram doze horas entre vacas, camelos, elefantes. Todos no meio da rua à noite e o motorista desviando. Acho que foi uma das maiores aventuras que já passei.

Quanto tempo duraram as gravações?

André Cerqueira: Sem contar a pré-produção e a parte de computação gráfica, as gravações duraram um pouco mais de seis meses.

No seu depoimento, você afirma que a computação gráfica e a adoção de tecnologia de ponta ajudaram a reconstruir a época da série.

André Cerqueira: Há três anos não tínhamos a 5d e a tecnologia que hoje já experimentamos. Naquela época, era complexo pensar em reconstruir uma rua inteira em computação e do jeito que a gente queria fazer. A gravação em planos fixos para reconstituição é o jeito mais simples de fazer. Eu não fiz nenhum. O público não vai ver no Equador nenhum dos meus planos de gravação, nos quais foram reconstituídas ruas inteiras, com planos fixos. Eles têm sempre planos com movimento e planos de grua que, normalmente, não é somente um movimento linear, mas dois estilos de movimento. Isso para corrigir em 3D é uma miséria! Não é um plano fixo. Você apaga tudo e, em quatro segundos, está pronto. E como diretor optei em não facilitar nada para a correção do 3D. Mantivemos a série com movimentos. Uma série com estrutura de direção muito marcada e, ao mesmo tempo, mantendo a época e o detalhe nas gravações que nós queríamos.

[Entrevista reproduzida do site www.tvbrasil.org.br/equador]

Confira o making off da série baseada na obra de Miguel Sousa Tavares:






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Mostra une cinema e literatura durante o Festival Literário da Pipa

Documentário 'Língua: Vidas em Português' será exibido na mosta do Sesc na Educapipa
Entretenimento e educação também embarcam nesta viagem da literatura na praia de Pipa através do cinema. O SESC-RN vai promover, durante todo o Flipipa, uma mostra de filmes que promove o diálogo da Literatura com a sétima arte, em documentários e ficções. São filmes conhecidos e outros nunca exibidos por aqui que relatam vidas e histórias de algumas das personalidades literárias mais importantes de ontem e de hoje. As projeções acontecem na sede da ONG Educapipa. A coordenação será dos bibliotecários Denise Tavares e Caetano Costa.

Entre os filmes está “Língua – Vidas em Português”, de Victor Lopes, que traz depoimentos dos escritores portugueses José Saramago (1922-2010), Mia Couto, o sambista e poeta Martinho da Vila, o grupo Madredeus e o romancista brasileiro João Ubaldo Ribeiro. Filmado em Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, França e Japão, o filme trata de histórias da língua portuguesa e sua permanência entre culturas variadas do planeta, mostrando o cotidiano de personagens ilustres e anônimos de quatro continentes.

Também está na programação “O Engenho de Zé Lins”, filme de Wladimir Carvalho que traça o perfil do escritor José Lins do Rego, a partir de sua infância, no ambiente que imortalizaria em romances como Menino de Engenho, ligados ao ciclo da cana-de-açúcar, até a sua maturidade.

O cartunista e escritor Ziraldo é visto por inteiro em “O Eterno maluquinho”, de Sonia Garcia. O documentário é dividido em três partes: Memórias, narradas pelo próprio escritor e recortadas por mensagens de seus próprios livros; cronobiografia, com depoimentos dos amigos Zuenir Ventura, Sergio Cabral, Chico Caruso, Miguel Paiva, Ana Maria Machado, Mariana Colassanti e a conterrânea da Caatinga Miriam Leitão, entre outros; e releituras, abordando suas obras no teatro, no cinema e na TV.

O antropólogo e educador Darcy Ribeiro (1922-1997) é revisitado em “Guerreiro sonhador”, filme dirigido por Fernando Barbosa Lima que conta a vida desse grande nacionalista, um dos maiores educadores do Brasil, militante incansável a favor do povo e da nacionalidade. O DVD foi dividido em três partes: a vida e a obra de Darcy Ribeiro; depoimentos dos administradores como Vivaldo Barbosa, Pedro Simon, Tatiana Memória, Cacique Terena, Oscar Niemeyer, Vera Brant, Irene Ferraz, Sérgio Cabral, Cláudia Zarvos, Ziraldo, Eric Nepomuceno entre outros.

Também foram selecionados para o Festival Literário da Pipa o curta-metragem “Por acaso Gullar” (de Maria Rezende e Rodrigo Bittencourt), a ficção “Inocência” (Walter Lima Jr), “Contos de Wilde” (episódios de contos infantis do autor), “Lavoura Arcaica” (Luiz Fernando Carvalho) e “Os Irmãos Grimm” (a comédia The Brothers Grimm, do diretor Terry Gilliam).

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Fernando Morais fala sobre novo livro-reportagem ambientado em Cuba e nos EUA

Morais lança livro-reportagem que reconstitui a trajetória de agentes secretos de Cuba que se infiltraram nos Estados Unidos para impedir ações terroristas na ilha
Brasília (Adital) - Houve um tempo em que mercenários contratados por organizações de extrema-direita da Flórida recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba. "Hoje ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas", diz o jornalista Fernando Morais. Ele está lançando "Os últimos soldados da Guerra Fria", livro-reportagem que reconstitui a trajetória de agentes secretos de Cuba, que se infiltraram nos Estados Unidos para impedir ações terroristas contra a ilha.

No próximo dia 20, às 19h, Morais apresenta a publicação em São Paulo, na Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom). Na ocasião, o autor participa do debate "Os 5 cubanos ignorados pela mídia", ao lado da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e do cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera. O evento é promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé.

A discussão ocorre no momento em que René González - um dos agentes secretos retratados no livro - acaba de ser libertado nos Estados Unidos, depois de 13 anos de prisão. Apesar de ter cumprido toda a sentença, René está sendo obrigado pela Justiça norte-americana a permanecer nos EUA, em "liberdade vigiada", por mais três anos.

Esse é apenas o capítulo mais recente da trama narrada por Morais, que poderia muito bem ter saído de um trailer hollywoodiano - com cenas de espionagem, suspense e aventura -, mas não tem nada de ficção. Foi vivida por 12 homens e duas mulheres que aceitaram deixar suas vidas em Cuba para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami na época.

"Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo", conta Morais ao Vermelho. Tais grupos - contrários ao regime comunista implantado por Fidel Castro - se dedicavam desde a jogar pragas nas lavouras cubanas até a sequestrar aviões que levavam turistas à ilha.

Depois o colapso da União Soviética, o turismo assumiu papel preponderante na economia cubana, e as organizações anticastristas passaram a empenhar esforços para demonstrar que a ilha não era segura para os estrangeiros. Para isso, colocaram bombas em hotéis e bares e alvejaram navios repletos de visitantes. Infiltrados nesses grupos, os agentes da Rede Vespa conseguiram impedir várias agressões.

Para investigar e contar essa história - e também a daqueles que estavam do outro lado -, Morais viajou 20 vezes a Cuba e aos Estados Unidos, debruçou-se sobre diversos documentos dos dois países, fez 40 entrevistas. O resultado é uma obra que já é sucesso de vendas no Brasil. De acordo com a Rádio Havana Cuba, o livro vendeu 20 mil exemplares em três semanas e aguarda lançamento em espanhol e inglês. Conhecedor da realidade cubana (este é o segundo livro relacionado à ilha que escreve), Morais fala nesta entrevista sobre a publicação, as relações entre Cuba e Estados Unidos e seus próximos projetos.

Segundo ele, se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que indulte os agentes cubanos que ainda estão presos nos Estados Unidos. "Enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer", avalia ele em entrevista ao portal www.vermelho.org.br.

Governo cubano recusa troca de prisioneiros

Washington (AE) - A Casa Branca ofereceu a Havana a troca de um espião cubano  por um norte-americano detido em Cuba, mas o governo cubano recusou o acordo, informaram funcionários do governo dos Estados Unidos. Os governo norte-americano também indicaram que estariam dispostos a analisar outras queixas do governo cubano depois que Havana libertasse o empreiteiro Alan Gross, disseram as fontes, que falaram em condição de anonimato. Cuba rejeitou a oferta, lembrando que o cubano Rene Gonzalez já havia cumprido a maior parte de sua sentença. Havana queria o perdão para pelo menos outros quatro cubanos condenados com Gonzalez. A prisão de Gross em dezembro de 2009 agravou as relações entre Estados Unidos e Cuba num momento no qual o governo Obama estava tentava aliviar as décadas de tensão entre os dois países. Gross foi pego quando levava equipamentos de comunicação proibidos para Cuba como parte de um programa de promoção da democracia financiado pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos.

Em março, ele foi sentenciado a 15 anos de prisão por crimes contra o Estado. Os Estados Unidos dizem que Gross estava apenas tentando ajudar a comunidade judaica cubana a se comunicar com o restante do mundo e não deveria ser processado. O governo cubano está há muito tempo irritado com o destino de Gonzalez e de outros quatro cubanos, conhecidos como a "Rede Vespa", que foram condenados em 2001 por espionar instalações militares norte-americanas no sul da Flórida. Funcionários cubanos dizem que os cinco estavam tentando impedir ataques terroristas na ilha com o monitoramento de exilados cubanos.

Gonzalez foi libertado neste mês após 13 anos de prisão, mas um juiz ordenou que ele passe mais três anos em condicional nos Estados Unidos antes de voltar para Cuba.  Autoridades norte-americanas se ofereceram para pressionar o tribunal federal de Miami a permitir que Gonzalez concluísse sua condicional em Cuba em troca da libertação de Gross. Pela proposta norte-americana, Gonzalez, que tem cidadania cubana e norte-americana, deveria deixar de ser cidadão dos Estados Unidos.

A questão da troca de Gross por Gonzalez foi levantada pelo ex-governador do Novo México, Bill Richardson, assim como por graduados funcionários norte-americanos numa série de reuniões com autoridades cubanas.  Richardson esteve em Cuba no mês passado para tentar libertar Gross.

O funcionário norte-americano destacou que a oferta seria discutida apenas após a libertação de Gross, sem garantias de que a política norte-americana para a ilha seria alterada.

Bate-papo
Fernando Morais » escritor

Como e quando você se deparou com a história dos agentes secretos cubanos e por que resolveu escrevê-la?

Eu soube da história pelo rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo, no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em Miami, em setembro de 1998. Assim que pude, viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.

Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?

Os cubanos só liberaram o assunto para mim em 2005, mas nessa época eu estava envolvido com o projeto do livro O Mago, a biografia do Paulo Coelho. Com isso, só pude entrar na história dos cubanos em 2008. A partir de então fui várias vezes a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos após colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte.

Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA - Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos - e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.

Parece-me que o acesso aos cinco cubanos que estão presos nos EUA é bem complicado. As próprias famílias nem sempre conseguem visitá-los. O senhor verificou isso na prática? Conseguiu contato direto com eles?

Como não sou parente de nenhum deles nem cidadão norte-americano, não pude visitar pessoalmente nenhum deles. Só consegui autorização para me comunicar com eles por internet. Mas com um limite de 13 mil caracteres por mês. Se as mensagens tivessem mais de 13 mil caracteres, se deletavam automaticamente. Falei também com alguns deles por telefone, pegando carona na franquia mensal de chamadas que suas mulheres e filhos tinham.

Algum deles lhe pareceu um personagem mais interessante?

Todos são personagens muito interessantes, acho que daria para fazer um livro sobre cada um deles. Decidi me concentrar em alguns deles, não só por serem os que tiveram desempenho mais, digamos, cinematográfico, mas também por entender que encarnavam de maneira mais ampla o sentido da missão que o grupo desempenhava nos Estados Unidos: infiltrar-se em organizações de extrema-direita da Flórida que estavam patrocinando ataques terroristas contra Cuba. Mas há personagens muito interessantes também, do ponto de vista jornalístico, do outro lado do balcão. Por exemplo, o mercenário salvadorenho que entrevistei em Cuba e que rendeu dois capítulos do livro.

Quem eram essas pessoas que planejavam os ataques a Cuba naquela época? E quem eram os mercenários que os executavam? Faziam só por dinheiro ou havia alguma questão de fundo?

Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo. Os mercenários, salvo uma ou outra exceção, como o salvadorenho a quem me referi, atuavam por dinheiro. Mais precisamente, recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba.

O senhor já tinha escrito sobre Cuba, antes. Como vê a Ilha hoje?

Vejo com grande otimismo. As mudanças econômicas postas em prática pelo presidente Raúl Castro são, na verdade, correções de erros cometidos nos primeiros anos pós-Revolução, quando o radicalismo não tinha limites. Mas confesso que não vejo perspectivas de mudanças políticas significativas enquanto perdurar o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba.

* Fonte: entrevista publicada na Tribuna do Norte dia 16 de outubro - reproduzida do Portal Vermelho (www.vermelho.org.br)


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