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Poesia, resistência, biografias e história política do Brasil marcaram o segundo dia do Flipipa


“Não esqueçamos jamais que as ideias são menos interessantes do que os seres humanos que as inventam, modificam, aperfeiçoam ou traem”. A frase do cineasta francês François Truffaut, colhida pelo escritor Mário Magalhãaes  na abertura do livro “Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, explica o clima de encantamento e emoção na segunda noite do Festival Literário da Pipa. Uma noite iluminada por trajetórias de grandes personagens da história brasileira,  cujas ações ajudaram a explicar o Brasil de ontem e de hoje.
 

Foram três momentos distintos que se interligaram de alguma forma: a trajetória do poeta Chacal, um dos maiores nomes da poesia brasileira, que abordou o tema “Literatura e resistência”; o historiador e escritor Rodrigo Lacerda, neto do político e jornalista Carlos Lacerda (1914-1977), apresentando cada personagem do livro “A Saga dos Lacerda: Do fim do Império a Era Vargas”; e o jornalista e biógrafo Mário Magalhães, que esmiuçou a frenética trajetória do guerrilheiro, político e poeta Carlos Marighella.


O primeiro personagem da mesa literária não está só nos livros, mas presente fisicamente. Aos 63 anos, o poeta e letrista Ricardo Chacal, um dos mais originais e irreverentes nomes da poesia brasileira, contou que sua formação poética se deu muito mais através da música do que pela literatura. “Cresci vendo e ouvindo muita música. Meu pai era jogador de futebol e minha mãe dona de casa, mas ambos adoravam ouvir tangos, boleros, musicais. E minhas irmãs eram fãs de Elvis, Beatles. Aprendi poesia também ouvindo marchinhas de carnaval, o samba. Depois veio a Tropicália...”


“Chacal” foi um dos primeiros poetas da década de 1970 a se utilizar do mimeógrafo para divulgar sua poesia com o livro Muito Prazer (1971). Tempos de ditadura militar, quando as manifestações culturais nacionais passaram a ser perseguidas. A poesia virou arte marginal e nesse cenário surgiram artistas de grande cristividade poética, que produziram suas próprias publicações.
Chacal é também exemplo de que os sonhos não envelhecem. Desde 1990 é diretor do CEP 20.000, espaço de efervescência poética no Rio de Janeiro. O endereço completou este ano 24 anos como ponto de encontro onde a poesia falada é a estrela do espetáculo.  Para as novas gerações, ele provoca: "É hora da poesia sair dos livros e ganhar o palco. Não precisa escrever um livro para fazer reverberar um poema", disse.


A segunda mesa da noite apresentou ao público personagens instigantes da história política brasileira, através do historiador e escritor Rodrigo Lacerda. O autor faz um retrato biográfico do avô Carlos Lacerda e demais membros da família. Homens de um mesmo sobrenome, mas com opiniões tão divergentes, e ao mesmo tempo tão geniais em suas ações, que foram crusciais, cada um a seu modo, para o cenário político do Brasil desde o final do império, passando pela primeira República até a  Era Vargas.  O debate contou ainda com perguntas dos potiguares Ticiano Duarte e Diógenes Dantas. O primeiro pontuou a passagem de Carlos Lacerda, avô de Rodrigo, pelo governo da Guanabara. Perguntando pelo debatedor Diógenes Dantas qual personagem foi a maior surpresa para o autor ao escrever sobre “A República das Abelhas”, Rodrigo destacou o Maurício Lacerda, pai do seu avô que foi deputado federal.   “Maurício foi um homem a frente do seu tempo”.


Última mesa da segunda noite, "Marighella e a batalha das biografias não autorizadas" lançou luz na história de um dos mais importantes nomes da história política do Brasil. O escritor e jornalista Mário Magalhães, um verdadeiro carpinteiro na busca por informações raras, resgatou histórias e contou como construiu a biografia do político, guerrilheiro e poeta Carlos Marighella. Tendo mediador o jornalista Cassiano Arruda Câmara, Magalhões explicou a construção da pesquisa que resultou no livro, abordou a luta pela mudança da lei que vigora sobre as biografias não autorizadas no Brasil e respondeu perguntas do público, lembrando personagens importantes que cruzaram o caminho do biografado como Frei Tito e Sobral Pinto.

“Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo” recebeu vários prêmios, entre eles o prêmio Jabuti de Melhor Biografia. Segundo Magalhães, a obra está na quinta reimpressão, somando mais de 45 mil exemplares vendidos. O autor também vendeu os direitos de adaptação para o cinema, ao ator e diretor Wagner Moura e o cineasta Fernando Meirelles, que farão um filme de ficção inspirado nas ações de Marighella. 
Ao falar da eterna batalha das biografias, lembrou que apesar de ter escrito uma obra bem sucedida comercialmente, ela não rendeu nem 15% do salário que receberia se não tivesse deixado o cargo de repórter especial e obundsman da Folha de São Paulo, para passar cinco anos debruçado nessa pesquisa. 
“A legislação vigente no Brasil é obscurantista, ela proíbe relatos históricos independentes impondo censura prévia, impossibilitando que o brasileiro conheça a própria história. Muitos biógrafos, jornalistas e historiadores estão abandonando projetos de biografias, temerosos de que as famílias impeçam a publicação de livros”, disse.

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[DIA 3 - SÁBADO] Programação 24 de novembro


24/NOVEMBRO, SÁBADO

16h — CAMINHADA LITERÁRIA - Baía dos Golfinhos até SPA da Alma (3km) Caminhada organizada por Fernanda Bauernan e Ana Brito com participação da comunidade, escritores, aberta a interessados. Leituras e oralizações durante o percurso.

16h30 — Encenação de SUA INCELENÇA, RICARDO IIII (Direção Gabriel Vilela/ Clowns de Shakespeare)

LOCAL: Área externa

 17h00 — Sarau musical.Confraria do Choro de Natal e Oficina do choro Solar Bela Vista

LOCAL: Área externa

17h30 – Tenda Literária

MESA 9: “LUIZ GONZAGA: UMA POÉTICA MUSICAL”.
Com Bené Fonteles (PA), Paulo Vanderley (PE) e Marcos Lopes (RN)
Bené Fonteles


Marcos Lopes (foto: Tribuna do Norte)

Bené Fonteles é artista plástico, músico, escritor, jornalista. Nasceu em Bragança-PA, em 1953. É um ser  em ebulição constante, como costumam defini-lo. Iniciou sua carreira na década de 1970, dedicando-se inteiramente à arte conceitual. Já seu trabalho como compositor está reunido no CD Benditos, lançado em 2003, que agrupa três trabalhos anteriores, Bendito (1983), Silencioso (1989) e Aê (1991). Tem parcerias com Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Egberto Gismonti e Tetê Espíndola, entre outros. No centenário do “Velho Lua”, organizou uma das obras mais importantes para se compreender o legado e a vida de Gonzagão. “O Rei e o Baião” exemplifica em detalhes porque esse homem simples tornou-se um Rei. Com apresentação de Gilberto Gil, é um trabalho magnífico de pesquisa, ilustrado com imagens inéditas, além de textos com o viés poético do autor. Traz ensaios de Antônio Risério, Elba Ramalho, Gilmar de Carvalho, Sulamita Vieira, Hermano Vianna e do próprio Bené Fonteles, que contribui ainda com um depoimento sobre sua relação com a obra de Luiz Gonzaga, além de introdução de Juca Ferreira e apresentação de Gilberto Gil. Ensaios estes ancorados nas obras de autores como Euclydes da Cunha, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Câmara  Cascudo, Darcy Ribeiro e Ariano Suassuna.
Pesquisador e colecionador, Paulo Vanderley Tomaz (PE) mantém a página virtual mais completa sobre Luiz Gonzaga (luizluagonzaga.com.br), recheada de vídeos raros, fotos, biografia, discografia e notícias atualizadas relacionadas ao compositor de Asa Branca. Em sua garimpagem por sebos e casas de colecionadores, reuniu mais de 600 músicas, toda a discografia de Luiz Gonzaga, desde os discos de 78 rotações até os LPs. Desde a primeira gravação de Luiz Gonzaga tocando acordeon no disco de 1942 de Genésio Arruda, até seu LP Aquarela Nordestina, de 1989, seu último, antes de falecer no dia 2 de agosto daquele ano. Há ainda 200 fotos do Rei do Baião e mais outros tantos vídeos, alguns feitos pelo pai de Paulo. Fervoroso defensor da cultura nordestina, costuma dar palestras pelo Brasil, em defesa da preservação da cultura.
Marcos Lopes é pesquisador e músico. É o idealizador do Forró da Lua, evento que acontece em sua fazenda na Lagoa do Bonfim, onde só recebe artistas que tem uma carreira ligada ao forró de raiz. Já passaram por lá de Dominguinhos a Elba Ramalho, passando por grandes nomes como Chiquinha Gonzaga, Marinês e Flávio José. Lopes também criou o Museu do Vaqueiro, de preservação dos costumes do homem da caatinga, sua história e tradições. O Museu tem um braço social e promove cursos de artesanato com couro (souvenirs e produtos utilitários) e de acordeon.

18h30 — Tenda Literária
Mesa 10: “A DRAMATURGIA NO UNIVERSO DE JORGE AMADO”
Com: Nelson Xavier (SP), Vicente Serejo (RN) e Henrique Fontes (RN)
Nelson Xavier

Vicente Serejo

Henrique Fontes

Ele já atuou em mais de 50 filmes e 23 novelas. Protagonizou trinta personagens entre novelas e séries para televisão, boa parte delas adaptações de obras literárias. De Coronel Altino Brandão a Pedro Arcanjo, Nelson Xavier (natural de São Paulo, 1941 mergulhou no universo de Jorge Amado em vários momentos de sua carreira. Esteve em Tenda dos Milagres, Dona Flor e Seus Dois Maridos (direção de Murilo Sales/1976), o filme Gabriela em 1983 (direção de Bruno Barreto), e novamente Gabriela, desta vez para a televisão (direção de Mauro Mendonça Filho).  Atuou em Seara Vermelha e A Dama do Lotação. Fez Lua Cambará, adaptado de obra de Ronaldo Correia de Brito, e O Bom Burguês, dirigido por Oswaldo Caldeira. Entre as minisséries, destaque para Riacho Doce, adaptação de obra de José Lins do Rêgo. No Teatro, encenou Toda Nudez Será Castigada, peça de Nelson Rodrigues. Atuou em obras premiadas como Os Fuzis (Urso de Prata em Berlim) e o histórico Lamarca. Em 2010 ganhou maior destaque no cinema nacional ao participar da biografia do medium Chico Xavier onde fazia o papel principal.

Reconhecido como um dos grandes cronistas do jornalismo potiguar, Vicente Serejo nasceu na cidade de Macau, em 1951. Formou-se em Jornalismo pela UFRN e foi professor do curso de Comunicação Social. No Diário de Natal foi repórter e, nos anos 1970, estreou a coluna “Cena Urbana”, de publicação diária, onde escrevia crônicas. Algumas foram reunidas em seu primeiro livro “Cena Urbana” (Editora da UFRN, 1982). Em 1984, transformou um veraneio na praia da Redinha em fonte de inspiração para escrever uma série de cartas endereçadas ao ‘Sr Editor’. Em narrativas de alto teor lírico, redescobre suas tradições, costumes, resgatando tipos humanos e acontecimentos do cotidiano. Trabalhou no jornal A Gazeta do Oeste. Nos anos 90 estreou como colunista do Jornal de Hoje, onde mantém até hoje a coluna “Cena Urbana”. Publicou também “Canção da Noite Lilás – Crônicas” (Lidador, 2000).

Henrique Fontes é ator, diretor e dramaturgo. Como ator esteve em mais de 30 produções, com passagem pelo Grupo Clowns de Shakespeare (oito anos); Grupo Beira de Teatro (cinco anos); Maine Masque (Maine - EUA - 1 ano); além de produções independentes em Natal e no estado de Minnesota (EUA). Atualmente é integrante dos coletivos Atores à Deriva e Carmin. Como diretor tem dez trabalhos estreados, entre eles duas produções de médio porte (40 profissionais envolvidos em cada) e duas de grande porte (200 profissionais). Como dramaturgo tem oito textos escritos e montados, entre eles a adaptação de “Recomendações a Todos”, livro do escritor Alex Nascimento lançado na década de 80. É sócio-fundador e atual diretor artístico do Espaço Cultural Casa da Ribeira.

19h30 — Tenda Literária

Mesa 11 : “ROMANCE, HISTÓRIA E POESIA”
Com Ana Miranda (CE) e Napoleão Paiva Souza (RN)
Ana Miranda

Napoleão Paiva

A escritora e romancista Ana Miranda nasceu no Ceará, em 1951. Morou em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Estreou como romancista em 1989, com Boca do Inferno (prêmio Jabuti de revelação). De lá para cá escreveu diversos romances, entre eles Desmundo (1996), Amrik (1997) e Dias & Dias (2002, prêmio Jabuti de romance e prêmio da Academia Brasileira de Letras). Colabora com a revista Caros Amigos, é colunista do Correio Braziliense e do jornal O Povo, do Ceará, onde vive atualmente. Dotada de um brasilianismo intenso, Ana Miranda realiza um trabalho de redescoberta e valorização do nosso tesouro literário, que a leva a dialogar com obras e autores de nossa literatura, numa época em que as culturas delicadas são ameaçadas pela força de uma cultura universal. Fundada em séria e vasta pesquisa, recria épocas e situações que se referem à história literária brasileira, mas, primordialmente, dá vida a linguagens perdidas no tempo. Sua obra tem sido matéria de estudos na área acadêmica. Ana Miranda consagrou-se igualmente pela inclusão de seu Boca do Inferno (Cia das Letras, 1989) no cânon dos cem maiores romances em língua portuguesa do século 20, elaborado por estudiosos da literatura, brasileiros e portugueses. Lançou também A última quimera (1995) Yuxin (2009).
Napoleão de Paiva Souza é médico, compositor e poeta; natural de Alexandria-RN. Lançou em 1999 o livro de poesia “Apenas Chegaram” e, em 2006, um conjunto de “petardos” poéticos: Depois Contigo, com mensagens de texto em livro experimental, digitáveis em aparelho celular, usando em todos os textos o exíguo formato de 160 toques-caracteres, para falar do cotidiano, amor, sexo, humor, poesia.


20h30 — Tenda Literária

Mesa 12 : ‘LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO POR ELE MESMO’
Com: Luís Fernando Veríssimo (RS) e Cassiano Arruda Câmara (RN)
Luís Fernando Veríssimo

Cassiano Arruda Câmara

Luís Fernando Verissimo é um dos mais respeitados cronistas brasileiros, autor de best-sellers inesquecíveis, como Comédias da Vida Privada e Clube dos Anjos, da coleção Plenos Pecados. Filho de Érico Veríssimo, nasceu em Porto Alegre, em 1936. Aos 16 anos, foi morar nos EUA, onde aprendeu a tocar saxofone, hábito que cultiva até hoje – tem um grupo, o Jazz 6.  É jornalista, mas “do tempo em que não precisava de diploma para exercer a profissão”. Antes de se dedicar exclusivamente à literatura, trabalhou como revisor no jornal gaúcho Zero Hora, em fins de 1966, e atuou como tradutor. Sua obra está presente na iniciação literária de muitos leitores, com publicações fundamentais como a série Para Gostar de ler e Pai Não entende nada. Para adultos, são famosas também O Analista de Bagé e Ed Mort e outras histórias, que narra as aventuras de um detetive particular carioca, de língua afiada, coração mole e sem um tostão no bolso. O personagem ganhou adaptações para o quadrinho e cinema. Em 1989, começou a escrever uma página dominical para o jornal O Estado de São Paulo, mantida até hoje, e para a qual criou o grupo de personagens da Família Brasil. Como romancista, lançou Borges e Os Orangotangos Eternos, O Jardim do Diabo, O Opositor.

Cassiano Arruda Câmara é jornalista e publicitário, titular da coluna Roda Viva há mais de 30 anos, publicada por muitos anos no Diário de Natal e mais recente no Novo Jornal, veículo do qual é fundador. Foi também diretor da Tribuna do Norte nos anos 1960. Escreveu dois livros de memórias: Repórter na Roda Viva, sobre sua vida de redator, e Hotel de Trânsito, que contextualiza a Natal de 1969, o jornalismo da província no período da Ditadura e sua prisão no hotel de trânsito da Aeronáutica. Foi professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN.

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[DIA 2 - SEXTA] Programação 23 de novembro

João Paulo Cuenca participa da Mesa 6: FICÇÃO, UM EXPERIMENTO LITERÁRIO
23NOV (6ª feira)

17h - Coral do Solar Bela Vista

17h30 — Tenda Literária

Mesa 5:  “ITAJUBÁ E O EXÍLIO”
Com: Mayara Costa Pinheiro (RN) e Lívio Oliveira (RN)

Lívio Oliveira
Mayara Costa


No centenário de morte de um dos mais ilustres poetas norte-rio-grandenses, ressurge um tema que permeia a sua escrita poética: o exílio. Poeta romântico, Itajubá (1877-1912) produziu e publicou sua obra por volta das duas últimas décadas do século 19 e das duas primeiras do século 20, em diversos periódicos da capital. O exílio é percebido no desejo de emigrar, expresso em alguns poemas da obra “Harmonias do Norte (1927)”, passando pela concretização do exílio em “Terra Natal” (1914) e o retorno do eu-lírico exilado em alguns poemas de “Dispersos” (2009).

Mayara Costa é natural de Currais Novos-RN. Graduada em Letras Língua Portuguesa e Literatura pela UFRN, há alguns anos realiza pesquisas sobre a vida e obra de Ferreira Itajubá. Dessas pesquisas resultaram em 2009 na publicação da antologia “Dispersos: poemas e prosas”, organizada conjuntamente com o professor Humberto Hermenegildo de Araújo. Em 2012, defendeu sua dissertação de mestrado intitulada: “Terra Natal, de Ferreira Itajubá, e a permanência do Romantismo”, pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem/UFRN, e obteve o título de Mestre em Literatura Comparada. Atualmente é Professora de Literatura de Brasileira e Portuguesa da UFRN e colaboradora da “Especialização em Literatura e Ensino” do IFRN. Sobre o tema, explicou: “Vamos mostrar que o exílio é um tema recorrente no Romantismo Brasileiro e a presença dele estabelece um diálogo entre a obra de Ferreira Itajubá com a de Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu, dois importantes poetas românticos.”

Lívio Oliveira é escritor e poeta. Publicou quatro livros de poesia, “O Colecionador de Horas” (2002); “Telha Crua” (2005); “Pena Mínima” (2007); “Dança em Seda Nua” (2009). Publicou um livro de ensaios “Bibliotecas Vivas do Rio Grande do Norte“ e o CD “Cineclube”, com o músico Babal Galvão. Em 2004 foi premiado em primeiro lugar nos dois concursos de poesia mais concorridos no Estado: Othoniel Menezes (Funcarte) e Prêmio Luís Carlos Guimarães (Fundação José Augusto).  Presidiu a União Brasileira de Escritores do RN. É articulista de jornais e sites/blogs. Tem contribuído ativamente com a cena e o debate culturais no RN.

18h30 — Tenda Literária

Mesa 6: FICÇÃO, UM EXPERIMENTO LITERÁRIO
Com: Tatiana Salem Levy (Portugal), João Paulo Cuenca (RJ) e Carmen Vasconcelos (RN)
Tatiana Salem Levy

João Paulo Cuenca

Carmem Vasconcelos

Tatiana Salem Levy nasceu em Portugal, em 1979 por pura obra do destino. Descendente de judeus turcos, filha de comunistas brasileiros, veio ao mundo durante a Ditadura Militar, quando a família estava exilada em Portugal. Ainda bebê chega ao Brasil com sua família, beneficiados pela Lei da Anistia. Lançou ‘A experiência do fora’ (Relume Dumará, 2006) resultado da dissertação de mestrado a partir do pensamento dos franceses Blanchot, Foucault e Deleuze. Chegou a morar na França e nos EUA no período do Doutorado, concluído na Puc-SP. A estreia no romance foi com ‘A Chave de Casa’ (2007) que traz elementos autobiográficos. Nele, reconstrói as origens de sua família através de uma narrativa que combina elementos ficcionais e memórias. Venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Estreante e foi finalista do Jabuti de 2008. Desde então, tem se firmado como uma das mais importantes escritoras da literatura contemporânea no Brasil. Tem contos publicados nas coletâneas Paralelos (2004) e em 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (2005). Em 2010, organizou a coletânea de contos Primos (Record), com histórias escritas por autores brasileiros descendentes de árabes e de judeus. Lançou este ano o romance Dois Rios (Record) e foi selecionada como um dos 20 melhores jovens escritores da revista britânica Granta.
João Paulo Cuenca nasceu em 1978 no Rio de Janeiro. É formado em economia, mas começou sua trajetória literária no Folhetim Bizarro (1999-2001), um blog de diálogos na internet. Ao mesmo tempo, começou a escrever o seu primeiro romance ‘Corpo Presente’ (Planeta, 2003). Lançou também ‘O dia Mastroianni’ (Agir, 2007) e  ‘O único final feliz para uma história de amor é um acidente’ (Companhia das Letras, 2010), com edições na Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Participou das antologias ‘Prosas Cariocas’, Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004), ‘Cem melhores crônicas brasileiras’ (Objetiva, 2007), entre outras. Em 2012 publicou o livro de crônicas A Última Madrugada (Leya). Assinando como J.P. Cuenca escreveu crônicas semanais para a Tribuna da Imprensa e Jornal do Brasil. Teve uma coluna mensal na Revista TPM entre 2004 e 2006. Foi cronista do suplemento Megazine de O Globo. Também foi selecionado em 2012 como um dos 20 melhores jovens escritores da revista britânica Granta.
A poetisa Carmen Vasconcelos nasceu em Angicos, no Rio Grande do Norte, em  1965. É formada em Serviço Social e Direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Estreou na poesia com o livro Chuva ácida (Fundação José Augusto, 2000) que lhe rendeu críticas elogiosas. Na sequência vieram “Destempo” (Fundação José Augusto, 2002) e Caos no Corpo (Editora Ideia, 2010).  Escreve regularmente em sites literários, como o Substantivo Plural, e na versão impressa do jornal Tribuna do Norte. Também publica seus poemas em jornais e revistas literárias do Nordeste.


19h30 — Tenda Literária

Mesa 7:   À MARGEM, NA LITERATURA BRASILEIRA
Com: Reinaldo Moraes (SP) e Mario Ivo Cavalcanti (RN)
Reinaldo Moraes
Mario Ivo Cavalcanti

A titulação desta mesa é por si só uma provocação, já que o escritor Reinaldo Moraes considera a sua fama de autor marginal — ou beatnik, como dizem alguns — uma “baboseira”. Espécie de estranho no ninho da literatura brasileira, cultuado por obras como “Tanto Faz” (1983) e “Abacaxi” (1985), o escritor paulista, nascido em 1950, passou duas décadas sem lançar um romance. Reapareceu em 2009 com o aclamado Pornopopéia (Objetiva), romance cujo personagem, um cineasta marginal, apronta as maiores barbaridades e se envolve com todo tipo figuras da fauna noturna. De linguagem solta, o livro retrata uma figura cheia de deboche como um Sargento de Milícias de nossos tempos. Reinaldo Moraes também escreveu roteiros para TV. Ao lado de Mário Prata e Dagomir Marquezi, co-escreveu a novela Helena, exibida em 1987 pela Rede Manchete e livremente adaptada da obra de Machado de Assis. Lançou ainda Órbitas dos caracóis (2003), um romance para jovens, Umidade (2005), uma antologia de contos, além de Barata - Ilustrações Luli Penna, 2007.
Mário Ivo Dantas Cavalcanti é jornalista há 23 anos. Trabalhou na revista semanal “Extra”, publicação do jornal “Il Manifesto”, em Roma Itália, na década de 1990. Entre 2007 e 2009, manteve uma coluna diária no “JH 1ª edição”. É editor da revista “Preá”, da Fundação José Augusto, desde 2011. Como escritor lançou “Cartas náuticas” (Editora Flor do Sal, 2008), um romance epistolar no qual um remetente desconhecido, M, envia cartas de amor a uma pessoa também sem nome, da qual não conhecemos as respostas enviadas. Tem trabalhos premiados nas áreas de publicidade, vídeo e literatura, inclusive internacionais.

21h30 — Tenda Literária

Mesa 8:   “NARRATIVAS DE AMOR E ARTE”
Com: Sérgio Sant’Anna (RJ) e Rafael Gallo


Sérgio Santa'Anna

Rafael Gallo

Dono de uma narrativa sofisticada, Sérgio Sant’anna (Rio de Janeiro em 1941)  estreou na literatura em 1969, com O Sobrevivente. Lançou 16 livros, entre contos, novelas, poesia, romances e uma peça teatral. Teve obras traduzidas para o alemão e o italiano e adaptadas para o cinema. Sua obra é notória pelo caráter experimental, abordando temas urbanos de formas diferentes, algumas transgressivas. Um de seus célebres romances, As Confissões de Ralfo, (1975), conta a história de um escritor que decide escrever uma "autobiografia imaginária", narrando vários fatos extraordinários numa sucessão inverossímil. O livro satiriza estilos consagrados: o diário de bordo, o filme de ação, o discurso utópico e, até mesmo, no auge da ditadura militar brasileira, os relatos de tortura. Recebeu cinco prêmios Jabuti. Um Crime Delicado, de 1998, lhe valeu um desses prêmios. O mais recente “Jabuti” foi pelos contos de ‘O voo da madrugada’ (2003), que recebeu também o prêmio APCA e o segundo lugar no prêmio Portugal Telecom. É reconhecido como um dos melhores contistas brasileiros. Entre seus muitos contos notáveis está “A Senhorita Simpson”, que inspirou Bruno Barreto a fazer o filme “Bossa Nova”. Publicou também O Monstro (Companhia das Letras) Breve História do Espírito (Companhia das Letras) A Senhorita Simpson (Companhia das Letras) O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro (Ática) Confissões de Ralfo (Relume-Dumará) e O livro de Praga - Narrativas de amor e arte (contos, 2011).


Rafael Gallo é paulista, tem 30 anos, é escritor, autor do livro de contos "Réveillon e outros dias", vencedor do Prêmio SESC de Literatura 2011/2012. Também é compositor, sound designer e professor universitário nas áreas de trilha sonora e produção musical. No livro premiado, o autor oferece ao leitor uma jornada através das mais diversas experiências humanas, nas quais as relações do homem com seus semelhantes e seu ambiente são percebidas sob um olhar crítico e desmistificador.

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[DIA 1 - QUINTA] Programação 22 de novembro

Joyce Pascowitch está na Mesa 3: “JORNALISMO, CULTURA E SOCIEDADE: NOS BASTIDORES DA NOTÍCIA”
AUTORES E MESAS LITERÁRIAS

22/NOVEMBRO (5ª feira)


 17h30 — Orquestra do Solar Bela Vista
LOCAL: Área externa

Mesa 1: “O MODERNISMO NA POÉTICA DE CÂMARA CASCUDO”
Com Suely Costa (RN), José Luiz Ferreira (RN), Humberto Hermenegildo (RN) e Neroaldo Pontes (PE)


José Luiz Ferreira é professor de Literatura Brasileira na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte período de 2002 a 2012, atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em História do Modernismo Brasileiro, atuando principalmente nos seguintes temas: movimento literário, tradição literária e cultural, modernismo, regionalismo e modernidade literária com estudos sobre produção literária de Luís da Câmara Cascudo nos anos de 1920 e 1930.
Maria Suely da Costa é doutora em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da UFRN. É professora de Literatura e Teoria Literária (UEPB) e é colaboradora do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-rio-grandenses, da UFRN. Publicou e organizou livros, além de ensaios e artigos para periódicos locais como a revista Brouhaha e o jornal O Galo. Entre as publicações próprias ou em colaboração, lançou “As Escravas Isauras”, reflexões sobre a intertextualidade e a representação do negro na obra clássica e nas adaptações para o cordel; “As Revistas como um lugar de Memória”, e “As repercussões da vida cultural no Rio Grande do Norte nos anos 1920.”
Humberto Hermenegildo É professor titular da UFRN. Atua como pesquisador no Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses e é consultor/parecerista das revistas Sociedade e Território (Natal) , Vivência (Natal) e Investigações (Recife). É especialista em Literatura brasileira, crítica literária, modernismo e registro literário, com ênfase no estudo da literatura local e regional. É mestre em Teoria e História Literária pela UNICAMP e doutor em Letras pela UFPB.
Nereoaldo Pontes de Azevedo é pernambucano, ex-reitor da Universidade Federal da Paraíba e estudioso do modernismo no Nordeste. É filósofo de formação acadêmica, além de mestre em Letras pela Universidade de Toulouse, França e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo.


 18h30 — Tenda Literária: Abertura oficial

  Mesa 2: “MODERNISMO E MODERNIDADE EM CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE”
Com: Antônio Cícero (RJ) e Carlos Braga (RN)

Antônio Cícero

Poeta, compositor, ensaísta e filósofo, Antônio Cícero nasceu em 1945, no Rio de Janeiro. Suas atividades se dividem entre o domínio da poesia e da filosofia. Na poesia, começou a escrever na adolescência, mas ficou conhecido primeiro como compositor. Teve poemas seus musicados pela irmã Marina Lima, iniciando uma rica parceria que renderia sucessos como “Fullgás” e “Pra começar”. A música marcou também outros encontros com Lulu Santos, João Bosco, Wally Salomão, Caetano Veloso (‘Grafitti”). A poesia escrita lançou Guardar (Record, 1996), A cidade e os livros (Record, 2002) e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, O livro de sombras: pintura, cinema e poesia (+ 2 Editora, 2010). Em colaboração com o poeta Eucanaã Ferraz, editou a Nova antologia poética de Vinícius de Moraes (Cia das Letras, 2003) e com o poeta Waly Salomão, editou o livro O relativismo enquanto visão do mundo (Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1994). Como pensador, publicou O mundo desde o fim (Francisco Alves, 1995) e Finalidades sem fim (Cia das Letras, 2005). Criou nos anos 90 o projeto “Banco Nacional de Idéias”, através do qual promoveu por três anos, em colaboração com o poeta Waly Salomão, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, entre eles João Cabral de Melo Neto, John Ashbery e Joan Brossa, dos compositores Caetano Veloso e Arnaldo Antunes, do Romancista João Ubaldo Ribeiro, do antropólogo Hermano Viana, entre outros. Sobre Drummond, tema desta mesa, Cícero escreveu: “Evitando os fetiches da tradição e da vanguarda, Drummond criou uma obra inovadora que dialoga com formas clássicas.”
Carlos Braga é natural de Natal. Professor de literatura francesa na UFRN, graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É mestre em literatura brasileira pela UFPB, com dissertação sobre o Hermilo Borba Filho, e doutor em literatura francesa pela Sorbonne, com tese sobre Gustave Flaubert.

19h30 — Tenda Literária

Mesa 3: “JORNALISMO, CULTURA E SOCIEDADE: NOS BASTIDORES DA NOTÍCIA”
Com: Joyce Pascowitch (SP), Carlos Peixoto (RN) e  Eliana Lima (RN)

Joyce Pascowich

Eliana Lima

Tácito Costa

Joyce Pascowitch nasceu em São Paulo em 1959. Jornalista e editora de publicações como as revistas Joyce Pascowitch, Poder, Moda e Modo de Vida, além do website Glamurama, atua desde o fim dos anos 1980 no mercado editorial. A partir de 1986 e por 14 anos seguintes assinou a coluna social da Folha de S. Paulo, no prestigiado caderno Ilustrada. É tida como a figura que renovou o colunismo paulistano. Na Editora Globo, foi colunista da revista Época e diretora de redação da Quem. Também foi comentarista do GloboNews por oito anos. É autora de três livros: Fotossíntese: 13 anos de coluna (Publifolha), Avental (Publifolha) e De Alma Leve – Sutilezas do Cotidiano (ed Globo).

Tácito Costa é jornalista formado pela UFRN. Trabalhou nos jornais Tribuna do Norte, Dois Pontos, Jornal de Natal, Diário do Estado e na TV Potengi. Foi professor de Jornalismo da Universidade Potiguar, Assessor de Imprensa da Fundação José Augusto e editor da revista PREÁ. Coordenou a edição do livro Memórias da Indústria Gráfica do Rio Grande do Norte. Atualmente trabalha como Assessor de Imprensa na área empresarial e edita há cinco anos o blog de jornalismo cultural Substantivo Plural – www.substantivoplural.com.br

Completa o bate-papo a jornalista e colunista Eliana Lima, profissional do jornalismo potiguar, escreve há mais de 15 anos em veículos impressos (Dois Pontos, Jornal de Hoje e Tribuna do Norte). Atualmente  assina a coluna homônima no jornal Tribuna do Norte e o blog da Abelhinha, com temas que variam entre cotidiano, sociedade, política e cultura.


20h30 — Tenda Literária

Mesa 4: “FICÇÃO E MEMÓRIA”
Com: Zuenir Ventura (MG) e Woden Madruga (RN)
Zuenir Ventura

Woden Madruga

Zuenir Ventura nasceu em 1931 em Além Paraíba, Minas Gerais. Formado em letras neolatinas, é professor universitário e jornalista há quase quarenta anos. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, como os jornais O Globo e Jornal do Brasil e as revistas Visão, Fatos & Fotos, Veja e Época. Atualmente é cronista da revista Época e do jornal O Globo. É autor de obras fundamentais do jornalismo literário brasileiro, como “1968 - O ano que não terminou...”, com o qual recebeu o prêmio Jabuti (categoria reportagem). Por Cidade partida (1994), um retrato das causas da violência no Rio, venceu o Prêmio Jabuti na mesma categoria. Em 2008, lançou “1968, o que fizemos de nós”, que retoma seu primeiro best-seller. Também escreveu o livro-reportagem Chico Mendes, crime e castigo (2003), entre outros títulos. A mistura de ficção e realidade, romance e reportagem, imaginação e memória forma o combustível da sua mais recente obra, “Sagrada Família” (Alfaguarra), um dos assuntos deste debate. Sobre o livro, Zuenir declarou: “Este livro é uma mistura de memórias: as minhas, as dos outros e as inventadas”.

Jornalista em atividade há mais de 40 anos, Woden Madruga é considerado um dos grandes nomes da crônica jornalística do Rio Grande do Norte. Intelectual e leitor voraz, desde os anos 1960 escreve diariamente na página 2 do jornal Tribuna do Norte sobre literatura, memórias, cotidiano e política. Foi presidente da Fundação José Augusto por três vezes e professor do curso de Comunicação Social da UFRN.

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Programação final do Flipipa 2011: Confira mesa a mesa

Terceiro ano do Flipipa deve atrair grande público. Foto: Rogério Vital

17/NOVEMBRO (Quinta-feira)

17h — Coquetel de lançamento da BiblioSesc no RN
            Lançamento da III edição do Flipipa
LOCAL: Área externa da Tenda dos Autores

18h — Tenda dos Autores

Mesa 1: A LITERATURA EM OSWALDO LAMARTINE, com Paulo Bezerra, Humberto Hermenegildo e Paulo de Tarso Correia de Melo.

Paulo Bezerra Balá
Paulo de Tarso Correia de Melo. Foto: Tribuna do Norte

Oswaldo Lamartine descreveu o sertão com um requinte literário e preciosidade linguística raramente vistos nos livros sobre a cultura sertaneja. Transformou linguagem, costumes, tradições e afazeres do cotidiano rural em literatura. Sua escrita peculiar é o tema da mesa através das falas de intelectuais ligados ao autor de Ferro de Ribeiras, Uns Fesceninos, Sertões do Seridó e Vocabulário do Criatório Norte-riograndense.


Paulo Bezerra [Balá] nasceu em Acari (RN) é médico, professor aposentado da UFRN, fundador do Instituto de Radiologia do RN. Amigo próximo de Oswaldo Lamartine, por incentivo dele lançou Cartas dos Sertões do Seridó (2000). Depois veio Outras Cartas dos Sertões do Seridó (2004), Novas Cartas dos Sertões do Seridó (2009), Notas de um curioso sobre o gado Malabar (2010) e Rimas e outros versos vagabundos (2011). Humberto Hermenegildo é professor titular da UFRN, Mestre em Teoria e História Literária pela UNICAMP (1991) e doutor em Letras pela UFPB (1996). Atua como pesquisador no Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses e é consultor/parecerista das revistas Sociedade e Território (Natal), Vivência (Natal) e Investigações (Recife). Especialista em Literatura Brasileira moderna, com ênfase para questões regionais. Dirigiu, junto com a fotógrafa Vilma Victor, o documentário Oswaldo Lamartine: Um príncipe do Sertão” (2011).

O mediador Paulo de Tarso Correia de Melo é considerado um dos grandes nomes da poesia potiguar, autor de Natal: Secreta Biografia, Folhetim Cordial da Guerra em Natal e Cordial folhetim da guerra em Parnamirim, O Livro das Linhagens.

19h — Tenda dos Autores
 
Mesa 2: ROMANCE E HISTORICISMO EM EQUADOR, com Miguel Sousa Tavares (Portugal). MEDIADOR: Woden Madruga

Miguel Sousa Tavares

Woden Madruga. Foto: Tribuna do Norte
Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto em 25 de Junho de 1952. Filho da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares, começou a sua vida profissional como advogado. Depois, tornou-se jornalista e escritor. Lançou mais de dez livros, entre eles Equador (Cia das Letras) — obra que recentemente adaptada para televisão e exibida no Brasil via TV Brasil — Rio das Flores, Anos Perdidos (Oficina do Livro) Não te Deixarei Morrer, David Crockett (Oficina do Livro) Sul – Viagens (Relógio D’Água) O Segredo do Rio (Relógio D’Água). É colunista do jornal Público, colaborador da revista Máxima e comentarista da RTP, a televisão portuguesa. Dono de opiniões fortes, costuma travar polêmicas em vários campos: política, literatura, esportes e outros.

O historicismo é o tema abordado na mesa, tendo a mediação e apresentação do jornalista, cronista e intelectual Woden Madruga, titular há mais de 30 anos da coluna WM, página 2 do jornal Tribuna do Norte e ex-presidente da Fundação José Augusto, maior instituição cultural do Estado.

20h30 — Tenda dos Autores 

Mesa 3: POESIA LINGUÍSTICA-VISUAL EM ARNALDO ANTUNES com Arnaldo Antunes. MEDIADOR: Jarbas Martins

Arnaldo Antunes. Foto: Reprodução

Jarbas Martins. Foto: Tribuna do Norte
Arnaldo Antunes é um artista múltiplo. Poeta, compositor, músico, ex-Titãs, performer, faz experiências com vídeo e artes plásticas. Influenciado pela poesia concreta e pelas idéias dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, sempre fez poemas com grande preocupação visual e musicalidade. Lançou Como é que chama o nome disso (Publifolha, 2006), Melhores Poemas (Global Editora, 2010), Antologia (Vila Nova de Famalicão, Portugal, 2006), ET Eu Tu (Cosac & Naify, 2003), Palavra desordem  (Iluminuras, 2002) — Prêmio Jabuti na categoria poesia — Outro (Mirabilia), 40 escritos (Iluminuras, 2000), Doble duplo (Barcelona: Zona de Obras/2000), As coisas ( Iluminuras, 1992. Como músico, tocou no grupo Titãs de 1982 a 1992, fez carreira solo — com dez discos gravados — e participou do projeto Os Tribalistas. Para comemorar os 50 anos, lançou Iê Iê Iê CD/DVD gravado em casa.

O mediador é Jarbas Martins, poeta e professor universitário de Comunicação e Artes visuais da UFRN. É autor de Contracanto (1996/EDUFRN), poema-livro Antielegia para Emmanuel Bezerra (Sebo Vermelho/ 2009) e organizou a antologia de sonetos 14 Versus 14 (Sebo Vermelho, 1994). Integra diversas antologias, organizadas por nomes como Constância Duarte/Diva Cunha, Assis Brasil, Tarcísio Gurgel e J.Medeiros. Foi correspondente, nos anos 70, da revista alternativa paulista Escrita, editada por Vladir Nader.

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18/NOVEMBRO (Sexta-feira)

18h – Tenda dos Autores

Mesa 4: CONVERSA EPISTOLAR ENTRE MÁRIO DE ANDRADE E CÂMARA CASCUDO, com Marcos Silva e Diógenes da Cunha Lima. MEDIADORA: Edna Rangel.

Marcos Silva. Foto: USP/UFCA

Diógenes da Cunha Lima.
A amizade a distância entre os dois grandes estudiosos da cultura brasileira, Câmara Cascudo em Natal, e Mário de Andrade em São Paulo, originou centenas de correspondências. A troca de confidências e idéias, importantes para o entendimento de nossa brasilidade, resultou no livro Câmara Cascudo e Mário de Andrade: Cartas, 1924-1944 (Global), organizado pelo escritor e estudioso da obra andradina, Marcos Antonio de Moraes, vencedor do 53º Prêmio Jabuti na categoria Teoria/Crítica Literária.

A epistolografia das duas personalidades literárias, em sua abordagem multidisciplinar, é o ponto de partida do debate tendo a participação do historiador Marcos Silva, professor de Metodologia da História da USP, potiguar radicado em São Paulo, organizou o Dicionário Crítico de Câmara Cascudo (Perspectivas) Ver Histórias: o ensino vai aos filmes (Hucitec), Rimbaud ETC – História e poesia, entre outros. E o poeta, escritor e presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Lima. Autor de cerca de 32 livros, entre poesia, memórias e pesquisa histórica, são de sua autoria “Câmara Cascudo, um brasileiro feliz” (1978), Corpo Breve (1980), Os Pássaros da Memória (1994) e O Livro das Respostas (1996).

Para mediar estará a professora Edna Maria Rangel de Sá especializada em Literatura Brasileira e Língua Inglesa, mestra em Literatura Comparada e doutora em Educação. Atualmente, é professora de Práticas de Leitura e Escrita, na Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN. Estuda cartas há 12 anos e foi a primeira pesquisadora a estudar a correspondência completa trocada entre Mário de Andrade e Luís da Câmara Cascudo.

19h30 — Tenda dos Autores

Mesa 5:

O MODERNISMO, MANUEL BANDEIRA E OUTROS. Conferência de Davi Arrigucci Jr. APRESENTAÇÃO: Dácio Galvão.

Davi Arrigucci Jr

Dácio Galvão. Foto: Tribuna do Norte
Crítico, escritor, romancista, ensaísta, tradutor, professor aposentado de teoria literária, o paulista Davi Arrigucci Jr, 67, é considerado um dos críticos literários mais importantes da literatura brasileira. É autor de O guardador de Segredos, Enigma e Comentário, Humildade, Paixão e Morte, Achados e perdidos [Prêmio Jabuti de Literatura em 1979] e Enigma e Comentário [ainda Prêmio APCA de 1987]. Lançou também O escorpião encalacrado (sobre Julio Cortázar), Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel Bandeira, O cacto e as ruínas (sobre Manuel Bandeira, Murilo Mendes e o modernismo brasileiro) e Coração partido (sobre Carlos Drummond de Andrade) e Ugolino e a Perdiz.

Apresentação de Dácio Galvão, poeta e curador do Festival Literário da Pipa, autor de Palavras, palavras, palavras (poemas); Da poesia ao poema (ensaio) da poesia concreta ao poema processo, e do livro sonoro Poemúsicas, com participações de Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos, Alceu Valença, entre outros. É Mestre em Literatura Comparada e doutorando em Literatura e Memória Cultural pela UFRN. Foi secretário de cultura de Natal.


21h — Tenda dos Autores

Mesa 6: LITERATURA E REPORTAGEM: OS ÚLTIMOS SOLDADOS DA GUERRA FRIA  com Fernando Morais. DEBATEDOR: Cassiano Arruda Câmara.

Fernando Morais. Foto: O Globo

Cassiano Arruda Câmara. Foto: Heitor Gregório
Um dos mais importantes biógrafos brasileiros, Fernando Morais é mineiro de Mariana e tem 65 anos. É jornalista desde 1961. Trabalhou nas redações do Jornal da Tarde, Veja, Folha de S. Paulo e TV Cultura. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. Foi deputado (1978-1986), secretário da Cultura (1988-1991) e da Educação (1991-1993) do Estado de São Paulo. É autor do roteiro da minissérie documental Cinco dias que abalaram o Brasil, sobre o suicídio do presidente Getúlio Vargas, exibida pelo canal GNT/Globosat. Antes de Os últimos soldados da Guerra Fria, escreveu os livros Transamazônica, A Ilha, Olga, Chatô, o rei do Brasil, Cem quilos de ouro, Corações sujos (Premio Jabuti - Livro do Ano de 2001), Toca dos Leões, Montenegro e O Mago (biografia de Paulo Coelho). Publicado em mais de vinte países, em 2004 Olga foi transformado em filme pelo diretor Jayme Monjardim. Já Corações Sujos foi adaptado para o cinema pelo Vicente Amorim em 2011.

Cassiano Arruda Câmara é jornalista, titular da coluna Roda Viva há mais de 30 anos, primeiro no Diário de Natal e depois no Novo Jornal, do qual é fundador. Foi também diretor da Tribuna do Norte nos anos 1960. Escreveu dois livros de memórias: Repórter na Roda Viva, sobre sua vida de redator, e Hotel de Trânsito, que contextualiza a Natal de 1969, o jornalismo da província no período da Ditadura e sua prisão no hotel de trânsito da Aeronáutica. Foi professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN.

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19/NOVEMBRO (Sábado)

15h — CAMINHADA LITERÁRIA - Pela av Baía dos Golfinhos até SPA da Alma (3km), a Caminhada Literária [Uma homenagem a Ruy Pereira dos Santos] é organizada por Fernanda Bauermann Costa, com participação da comunidade, turistas e escritores, aberta a interessados. Leituras e oralizações durante o percurso. Poeta convidada: Michelle Ferret. Texto: Ana Brito.


17h — Tenda de Autógrafos da Cooperativa Cultural/UFRN Lançamento da contista Luisa Geisler (Contos de Mentira), vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2010, categoria Conto.

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) e estuda Relações Internacionais, em Porto Alegre. Contos de Mentira é seu livro de estreia, chegando a conquistar o Prêmio SESC de Literatura 2010. Participou de uma oficina de criação literária do escritor Luís Antônio de Assis Brasil, na Faculdade de Letras da PUC-RS. Em 2010, venceu o concurso Histórias de Trabalho (categoria Conto), promovido pela prefeitura de Porto Alegre

17h30 — Sarau musical com Camila Masiso e Diogo Guanabara.

LOCAL: Área externa

18h — Tenda dos Autores

Mesa 7: CORDEL ENCANTADO: TELENOVELA E LITERATURA, com Thelma Guedes. PARTICIPAÇÃO: Márcia C. Veltrini. MEDIADOR: Heverton Freitas.

Thelma Guedes

Márcia Cristina Veltrini


 Heverton Freitas. Foto: Ney Douglas
A apropriação da literatura pela telenovela Cordel Encantado, através de seus arquétipos (reis, cangaceiros, misticismo), a linguagem ficcional e sua aproximação com a literatura de cordel é o tema do debate, com a presença Thelma Guedes, escritora e roteirista, bacharel em Letras e mestre em Literatura pela Universidade de São Paulo. Autora dos livros de contos "Cidadela Ardente" (1997) e "O Outro Escritor" (2003), entre outros. Autora da Rede Globo desde 1997, escreveu as telenovelas O Profeta (2006), Cama de Gato (2009) e Cordel Encantado (2011), todas em parceria com Duca Rachid.

Participação de Marcia C. Veltrini, psicóloga clínica, especialista em Psicologia Analítica (Junguiana) pelo IBEHE/SP e PUC/PR. E mediação de Heverton de Freitas, jornalista, formado pela Faculdade Casper Líbero, morando em Natal desde 1991. Já trabalhou na Folha de S. Paulo, Diário de Natal, Tribuna do Norte e Novo Jornal. Também foi secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Natal.

19h30 — Tenda dos Autores

Mesa 8: POESIA: MODO DE SENTIR, com Carlito Azevedo. MEDIADORA: Ana de Santana.

Carlito Azevedo. Foto: Reprodução

Ana de Santana. Foto: acervo pessoal
Poeta, crítico, tradutor e editor carioca, Carlito Azevedo, 50 anos, recebeu o Prêmio Jabuti após estrear na literatura com o livro de poesia Collapsus Linguae (1991). Publicou  também  As banhistas (Rio de Janeiro: Imago, 1993); Sob a noite física (Rio de Janeiro: 7Letras, 1996); Sublunar (Rio de Janeiro: 7Letras, 2001) e Monodrama (2009), com o qual foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de 2010. Tem livros publicados em Portugal, Espanha e Argentina, além de participar de diversas antologias poéticas publicadas na França, nos Estados Unidos, na Itália, na Colômbia e no México. Dirige a coleção de poesia Ás de colete, das editoras Cosac & Naify e 7Letras.

Ana de Santana é mestra e doutora em Literatura Comparada (UFRN). Professora e pesquisadora do IFESP e da UnP. Editora científica da revista Quipus (UnP), autora dos livros de crítica A nação Guesa de Sousândrade, Adélia Prado e a poética do falanjo, e dos livros de poesia Danaides  e  Em nome da pele.

20h — Tenda dos Autores 
Mesa 9: POESIA EM ROTAÇÃO: O TEXTO DE EUCANAÃ FERRAZ, com Eucanaã Ferraz. MEDIADOR: João Batista de Morais Neto

Eucanaã Ferraz. Foto: Vânia Laranjeiras
João Batista de Morais Neto

Poeta e professor de literatura da UFRJ, pesquisador da poesia portuguesa contemporânea, Eucanaã Ferraz (1961, RJ) é editor da revista literária Serrote (IMS), autor de diversos livros de poesia, como Martelo (1997), Desassombro (2002), Rua do mundo (2004) e Cinemateca (2008), e do volume Vinicius de Moraes (2006).  Organizou os livros Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004) e Nova antologia poética (2008), também de Vinicius, Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso, além da antologia Veneno antimonotonia (2005). Além de grande poeta, é apaixonado por livros para crianças. Seu mais recente, Palhaço, macaco, passarinho, com a parceria de Jaguar, publicado pela Companhia das Letrinhas, recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ o prêmio de Melhor Livro para Criança.

O mediador João Batista de Morais Neto é poeta e professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), e doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Publicou artigos e poemas no contexto da Geração Mimeógrafo, utilizando-se de pseudônimo João da Rua. É autor de Temporada de Ingênios e outros (2006); Geração Alternativa ou um alô pra Helô (ensaio - 2007); A canção e o absurdo revisitados (ensaio - 2001); Caetano Veloso e o lugar mestiço canção (ensaio - 2011); O veneno do silêncio (poesia - 2010).

21h30 — Tenda dos Autores   

Mesa 10: ROMANCE E NARRATIVAS, com Rubens Figueiredo. MEDIADOR: Carlos Fialho.

Rubens Figueiredo. Foto: Bel Pedrosa

Carlos Fialho
Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2011 com a obra "Passageiro do Fim do Dia", editado pela Companhia das Letras, e também finalista do Prêmio Portugal Telecom deste ano, o romancista, tradutor e contista Rubens Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro em 1956. É formado em letras na Universidade Federal do RJ, atua também como professor de português e tradução literária. Em 1998 seu livro de contos As palavras secretas recebeu os prêmios Jabuti e Arthur Azevedo. Novamente foi Prêmio Jabuti em 2002 pelo livro Barco a Seco. Como tradutor, é responsável pela tradução de pelo menos 50 obras da literatura mundial. Também lançou, de sua autoria, O Mistério da Samambaia Bailarina, O Livro dos Lobos, A Festa do Milênio.

O mediador Carlos Fialho é autor de “Verão Veraneio” (Crônicas, 2004), “É Tudo Mentira!” (Contos, 2006) e “Mano Celo” (Crônicas, 2009), participou da antologia “Como se não houvesse amanhã – 20 contos baseados em músicas da Legião Urbana” (Ed. Record, 2010), colaborou com a Revista Nova Escola, com o site literário Cronópios e desde 2010 é cronista aos sábados do Novo Jornal (RN). Há seis anos criou o selo literário Jovens Escribas, junto com outros autores de sua geração, que hoje se transformou numa editora.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

CASA DAS PALAVRAS
Local: Ao lado da Tenda dos Autores. 
Horário de visitação: 9h às 22.

Espaço destinado às apresentações literárias, exibição de ensaios fotográficos, arte urbana, instalação, intervenção, leituras, vídeos que dialogam com a literatura.

Intervenção: “Encher de vãs palavras muitas páginas...", de Henrique Araújo ( artista plástico)

Memória : espaço em homenagem a obra de dois autores:

Antônio Bento - Jornalista, crítico de arte, poeta e contista. Era norte-riograndense por adoção, nasceu em 05 de outubro de 1902 na Paraíba. Foi amigo e parceiro em pesquisas sobre o folclore nacional de Mário de Andrade e responsável pela vinda do  mesmo ao Rio Grande do Norte. Públicou vários livros: Abstração na arte dos Índios Brasileiros, Sérgio Telles, Ismael Nery, Manet no Brasil, Milton Dacosta e Portinari.

Manoel Dantas – Nasceu em Caicó em 1867. Foi jornalista, advogado, educador e precursor dos estudos de folclore do RN. Fato marcante em sua vida foi a conferência “Natal daqui a cinqüenta anos” proferida no Salão de Honra do Palácio do Governo em 21 de março de 1909.

Intervenção da fotógrafa e artista Candinha Bezerra em memória a obra de Hélio Galvão ( escritor, advogado)  sobre suas crônicas “Cartas da Praia”.

Ensaios Virtuais Fotográficos:
Trabalhos autorais de temas variados dialogando a fotografia com a literatura e a música.
Fotógrafos: Hugo Macedo, Ricardo  Junqueira, Tito Rosemberg,  Candinha Bezerra, Raimundo Neto, Josuá Carlos, Tássio Ribeiro, Ângela Almeida, Silvia Batistuzzo, Simone Sobré.

Exibição de Vídeos autorais de: Carito (músico, escritor, poeta)  e Carlos Gurgel (poeta, escritor)
                                                                                             
Varal Literário: Produções Poéticas da oficina de Michelle Ferret..

Ponto de memória: Assinado pelo pesquisador, crítico de arte e curador Antônio Marques sobre alguns ícones da história cultural de Pipa, passando por crenças, descendências e o padroeiro São Sebastião.

Instalação: Caranguejos, cuidado! Da fotógrafa e artista  Candinha Bezerra.

14h às 22h — BIBLIOSESC
Local: parte externa do Flipipa.
Biblioteca Itinerante do SESC. Trata-se de uma biblioteca móvel, montada sobre um caminhão, abastecida com 3 mil livros. Os livros estarão disponíveis para leitura no local.
Poeta Michelle Ferret realiza oficina literária durante o dia, na Tenda dos Autores

9h às 22h — Espaço Sesc de Leitura Livre.
Exposição aberta de livros de diversos gêneros literários ao público participante, pendurados no cajueiro. Haverá esteiras, pufes e almofadas para a acomodação dos leitores.

9h às 12h - Oficina Literária
Local: Tenda dos Autores.
“Narrativas Poéticas: O Experimento da Poesia”. Autora: Michelle Ferret

14h às 22h – Varal das Narrativas
Local: Varanda da Casa das Palavras
Espaço onde estarão todas as produções  poéticas e literárias das oficinas, incluindo a de Michelle Ferret, serão exibidas a cada dia, numa espécie de varal. Poderá ser lido pelo público.

9h às 12h - OFICINAS CATA-LENDAS
LOCAL: Escola Municipal Vicência Castelo
Conclusão do Projeto realizado por Graça Leal, UFRN e Flipipa procura unir inclusão social, literatura e memória através da captura de histórias, estórias, causos nas comunidades de Pipa e Tibau do Sul, a partir das memórias dos idosos dessas comunidades. Edição de livros no local. Participação: Professores/are-educadores da rede pública de Pipa e Tibau do Sul.

ESPAÇO SESC DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Local: Ao lado da BiblioSesc
Dias 17 e 18/NOVEMBRO  —  10h30 e 16h30
Realização de oficinas de contação de histórias, as quais retratam valores culturais e históricos locais. Leituras para crianças e jovens.

Grupo Estação de Teatro: Grupo que tem como objeto de pesquisa a narrativa oral em diálogo com a música e outros elementos cênicos.

Contadores de História Humanescentes: trabalha com contação de histórias, intercalando com cantigas de roda, brinquedos e brincadeiras infantis, danças folclóricas e poesia.

CINEMA E LITERATURA CINESESC E EDUCAPIPA
Local: EDUCAPIPA
Mostra de filmes que promove o diálogo da Literatura com a sétima arte, em documentários e ficções, curtas e longas-metragens. Acervo da Programadora/SESC.

DIA 17/11

O Grilo Feliz  – Sessão: 10h
Curtas Infantis 3 – Sessão:14h30
Documentário: Poetas de Pipa- Antonio Pequeno e Dona Segunda – produção do Educapipa. – Sessão 18h
Uma vida em segredo – Sessão: 19h

DIA 18/11

Curtas Infantis 4 – 10h
Cinema e Poesia – 14h30
 Os pés de Benedita -18h
Língua: vidas em Português – 19h

Dia 19/11

Curta Criança 2 – 10h
Vida de menina – 14h30
“...a flor do amador” lançamento do curta Relicário de Walfran Guedes - 18h
Só dez por cento é mentira: a “desbiografia” oficial de Manoel de Barros – 19h

FEIRA DE ARTESANATO – SETHAS
LOCAL: Av Baía dos Golfinhos

PROGRAMAÇÃO OFF

Dia 17/NOV
Local: Pizzaria Calígula, av Baía dos Golfinhos, 757, Centro
Exposicão dos artistas plásticos chilenos Dante e Pablo, com o tema Mata,  mar e rio, óleo sobre tela, 19h.

DIA 18/NOV
19h - Lançamento de Oceano Primeiro, da escritora amazonense Regina Melo. Oceano primeiro – Mar de leite, rio da criação (Editora Nelpa). Show do trio Toca Jazz, 22h

LOCAL: Pizzaria Calígula, av Baía dos Golfinhos, 757, Centro

LANÇAMENTOS LITERÁRIOS — TENDA DE AUTÓGRAFOS

Local: Espaço da Cooperativa Cultural/UFRN e Sebo Vermelho

DIA 17

19h30 — Lançamento do livro Notas de Carregação, de Oswaldo Lamartine de Faria, escritos organizados pelo autor. Edição do projeto Nação Potiguar

21h — Miguel Sousa Tavares

21h30 —  Arnaldo Antunes

DIA 18

17h — Lançamentos da Editora da UFRN- Edufrn
*Ferreira Itajubá – Gracioso Ramalhete .Org Cláudio Galvão.
*Poesias de Luís Carlos Guimarães.
*A Biblioteca e Seis Habitantes (Américo de Oliveira Costa)

19h30 – Diógenes da Cunha Lima

20h30 — Davi Arrigucci

21h30 — Fernando Morais

DIA 19

19h — SESC- Lançamento do livro da contista Luisa Geisler ( Contos de Mentira ) obra  vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2010

21h — Carlito Azevedo

22h — Eucanaã Ferraz

23h — Rubens Figueiredo

LANÇAMENTOS NO STAND DO SEBO VERMELHO
DIA 18

18h —Poemas de Antônio Marinho (5ª edição)
Obra reunida do poeta da região, conhecido por Antônio Pequeno, 90 anos,
Com presença do autor

DIA 19

17h — Clara Radcliffe lança Quem é Daniel Radcliffe

18 h — Breve Notícia Sobre a Província do Rio Grande (1ª História do Rio Grande do Norte). De Manoel Ferreira Nobre

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