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Saiba como será o III Flipipa

Tenda Literária sai da praça do Pescador e ganhará espaço próprio

Poesia, romance, biografia. Crítica, tradução e memória. O Flipipa 2011 já está com a formatação alicerçada nesses temas, através das idéias e escritas de nomes de grande relevância na literatura brasileira contemporânea, como Davi Arrigucci Jr, Eucanaã Ferraz, o português Miguel Sousa Tavares, Fernando Morais, Rubens Figueiredo, Carlito Azevedo, Arnaldo Antunes. A memória também é resgatada através do legado deixado pelo sertanista e escritor Oswaldo Lamartine, pelo visionário autor Manoel Dantas e o crítico e poeta  Antônio Bento, que em sua fazenda em Goianinha, recebeu Mário de Andrade e selou o encontro entre o modernista e o coquista Chico Antônio. 

Programada para acontecer entre os dias 17 e 19 de novembro, na praia  de Pipa — o mais agitado destino litorâneo de Tibau do Sul. —  o principal festival literário do Rio Grande do Norte ganha um espaço próprio em sua terceira edição, e deixa a praça do Pescador. O novo local não poderia ser mais propício a viagem literária: no alto de uma falésia, na entrada da rua principal.

O Flipipa nasceu em 2009 como uma mistura bem dosada de atividades culturais voltadas ao exercício da literatura, do despertar da escrita à discussão de ideias, tendo como referência a obra e o pensamento de vários autores brasileiros e de língua portuguesa. Desde então o público local, estudantes, intelectuais,visitantes e turistas tem sido presenteados com a presença de grandes nomes da literatura: Mia Couto, Raimundo Carrero, Daniel Galera, Frederico Pernambucano de Melo,  Heloísa Buarque de Hollanda, Laurentino Gomes, Marçal Aquino, João Gilberto Noll, João Ubaldo Ribeiro, Geraldo Carneiro, Lobão, Danuza Leão, Daniel Piza, Marina Colasanti, Ronaldo Correia de Brito,  Rafael Coutinho entre outros.

A produção lierária potiguar tem lugar de destaque na  participação de escritores como Clementino Câmara, Geraldo Queiroz, Homero Homem, Humberto Hermenegildo, Carlos de Souza, Polycarpo Feitosa, Ney Leandro de Castro, Helio Galvão, Luiz Assumção, Diva Cunha, Marize Castro, Câmara Cascudo, Patricio Jr., Moacy Cirne, Tarcisio Gurgel, Pablo Capistrano, Nivaldete Ferreira, Honório de Medeiros, Vânia Gicco, Conceição Flores, Durval Muniz, Raimundo Arrais, Ilza Matias, Alex de Souza.

O FLIPIPA 2011 é uma realização da Fundação Hélio Galvão através do projeto Nação Potiguar, sob a curadoria de Dácio Galvão e produção executiva de Candinha Bezerra. A 3ª edição será realizada graças ao incentivo de parceiros como Fecomércio/SESC, Sebrae-RN, Intertv Cabugi, Ecocil, Cabo TV, Hotel Ponta do Madeiro, Associação de Pousadas da Pipa, Prefeitura de Tibau do Sul, Sinduscom,  Cooperativa Cultural/UFRN.

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A poesia visual de Arnaldo Antunes


Arnaldo Antunes, 50 anos, é um artista múltiplo. Poeta, compositor, músico, ex-Titãs, performer, faz experiências com vídeo e artes plásticas. Influenciado pela poesia concreta e pelas idéias dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, sempre fez poemas com preocupação visual e musicalidade. lançou livros de poesia, entre os quais Como é que chama o nome disso (Publifolha, 2006), n.d.a. ( Iluminuras, 2010), Melhores Poemas (Global Editora, 2010), Antologia (Vila Nova de Famalicão, Portugal, 2006), ET Eu Tu (Cosac & Naify, 2003), Palavra desordem  (Iluminuras, 2002) — Prêmio Jabuti na categoria poesia —  Outro (Mirabilia), 40 escritos (Iluminuras, 2000), Doble duplo (Barcelona: Zona de Obras/2000), 2 ou + corpos no mesmo espaço ( Perspectiva, 1997), Nome (BMG, 1993), As coisas ( Iluminuras, 1992), Tudos (Iluminuras, 1990), Psia ( Iluminuras, 1986), OU E (edição do artista, 1983).

Como músico, tocou no grupo Titãs de 1982 a 1992, fez carreira solo — com dez discos gravados — e participou do projeto Os Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown. Para comemorar os 50 anos, gravou CD/DVD em casa, Iê Iê Iê, tendo como convidados e parceiros artistas como Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor, Fernando Catatau, Marcelo Jeneci entre outros.

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Portugal na escrita de Miguel Sousa Tavares


Autor de “Equador” e “Rio das Flores”, o escritor português Miguel Andresen Sousa Tavares nasceu no Porto em 25 de Junho de 1952. Filho da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares, começou a sua vida profissional como advogado.

Depois, tornou-se jornalista e escritor. Tem uma obra diversificada, essencialmente marcada por crônicas, reportagens e romances. Lançou mais de dez livros, entre eles Anos Perdidos (Oficina do Livro) Não te Deixarei Morrer, David Crockett (Oficina do Livro) Sul – Viagens (Relógio D’Água) O Segredo do Rio (Relógio D’Água) Um Nómada no Oásis (Relógio D’Água) O Dia dos Prodígios (Europa-América). É colunista do jornal Público, colaborador da revista Máxima e comentarista da RTP, a televisão portuguesa.

Dono de opiniões fortes, costuma travar polêmicas em vários campos: política, literatura, esportes e outros. Seu primeiro livro lançado no Brasil – pela Nova Fronteira –  foi Equador, cujo protagonista é Luís Bernardo, o nobre que em 1905, no ocaso da monarquia portuguesa, assumiu o posto de governador da colônia de São Tomé. No Brasil, já participou da Flip e do Festival da Mantiqueira, entre outros eventos literários

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Carlito Azevedo está entre os nomes confirmados para a Flipipa 2011

Foto: Flip (RJ)

Poeta, crítico, tradutor e editor carioca, Carlito Azevedo, 50 anos, recebeu o Prêmio Jabuti após estrear na literatura com o livro de poesia Collapsus Linguae (1991). Publicou também As banhistas (Rio de Janeiro: Imago, 1993); Sob a noite física (Rio de Janeiro: 7Letras, 1996); Sublunar (Rio de Janeiro: 7Letras, 2001) e Monodrama (2009), com o qual foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de 2010. Tem livros publicados em Portugal, Espanha e Argentina, além de participar de diversas antologias poéticas publicadas na França, nos Estados Unidos, na Itália, na Colômbia e no México. Dirige a coleção de poesia Ás de colete, das editoras Cosac & Naify e 7Letras.

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